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	<title>Missionárias SSpS Brasil</title>
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	<description>Viva o Espírito Santo!</description>
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	<title>Missionárias SSpS Brasil</title>
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		<title>Unidade na diversidade: educar em um mundo plural sem perder a identidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Educação SSpS]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas propostas educativas tentam construir ambientes “harmônicos”, evitando tensões, padronizando comportamentos e suavizando identidades. O resultado não é comunhão, mas superficialidade. A tradição e a missão das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) ensinam que a verdadeira unidade não nasce da eliminação das diferenças, mas da capacidade de integrá-las. Veja a reflexão do professor William John Martins de Oliveira, do Colégio Imaculado Coração de Maria, do Rio de Janeiro (RJ).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A educação enfrenta um desafio decisivo: como formar pessoas capazes de conviver com as diferenças sem perder a própria identidade? Essa não é uma questão teórica. Ela atravessa o cotidiano das escolas, das salas de aula, das relações entre educadores, alunos e famílias.</p>
<p>A tradição e a missão das irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) oferecem uma resposta clara e exigente: a verdadeira unidade não nasce da eliminação das diferenças, mas da capacidade de integrá-las. Afinal, “unidade não é uniformidade”. O erro mais comum, também o mais perigoso, é confundir paz com ausência de conflito. Muitas propostas educativas tentam construir ambientes “harmônicos”, evitando tensões, padronizando comportamentos e suavizando identidades. O resultado não é comunhão, mas superficialidade. A uniformidade empobrece; a unidade, ao contrário, é viva, dinâmica e fecunda. Como um mosaico ou uma melodia, ela só existe porque há diferenças que se encontram e se articulam.</p>
<p>Nesse sentido, uma escola, especialmente de identidade católica, não dilui sua missão para acolher. Ela acolhe a partir de uma identidade sólida, capaz de dialogar sem fragmentar o que se crê. A escola é, por natureza, um espaço de diversidade. Nela convivem diferenças culturais, religiosas, sociais, étnicas e cognitivas. Ignorar essa realidade é ingenuidade. Mas relativizar tudo, em nome de uma falsa inclusão, também é um equívoco. O caminho autêntico é mais exigente: integrar sem diluir, acolher sem perder o eixo.</p>
<p>Isso exige, antes de tudo, respeito verdadeiro. Não um respeito superficial ou meramente formal, mas o reconhecimento de que o outro é portador de dignidade e de uma visão de mundo que pode ampliar a nossa própria compreensão. Muitas vezes, aquilo que nos incomoda no outro revela mais sobre nós mesmos. Essa percepção, embora desconfortável, é profundamente formativa. Aqui está um ponto que precisa ser enfrentado com honestidade: educar para a diversidade não é confortável. O encontro com o diferente provoca, desinstala e questiona certezas. Sem essa tensão, não há crescimento.</p>
<p>A tradição cristã ilumina esse caminho com uma imagem poderosa, presente nas Sagradas Escrituras: a do corpo. Na Primeira Carta aos Coríntios (cap. 12), aprendemos que cada membro tem uma função única e indispensável, e que justamente aqueles considerados mais frágeis são essenciais para o todo. Essa visão confronta diretamente a lógica contemporânea, que valoriza desempenho, eficiência e produtividade acima de tudo. Uma escola que seleciona, valoriza e reconhece apenas os “melhores” não educa para a comunhão. Educar, à luz do Evangelho, significa reconhecer que cada pessoa tem um lugar e uma contribuição única, e que a diversidade não é obstáculo, mas condição para a vida em comunidade.</p>
<p>Outro elemento fundamental é a construção do pertencimento. Pertencer não é ser controlado nem moldado segundo um padrão. O modelo de Jesus mostra uma pedagogia de vínculo sem posse: Ele cria relações profundas, mas sempre respeita a liberdade do outro. A expressão “estou sentindo sua falta” revela um pertencimento que reconhece a importância do outro sem o anular.</p>
<p>Aplicado à escola, isso significa formar vínculos verdadeiros, nos quais cada aluno se sinta visto, reconhecido e valorizado, sem perder sua singularidade. O educador acompanha, orienta, propõe caminhos, mas não controla consciências. Na prática, educar para a unidade na diversidade implica escolhas concretas. Significa criar espaços reais de escuta, promover o diálogo intercultural, enfrentar conflitos com maturidade e intencionalidade, e desenvolver uma espiritualidade que seja, ao mesmo tempo, enraizada e aberta. Significa também valorizar especialmente aqueles que, muitas vezes, ficam à margem, porque são eles que revelam a humanidade da comunidade.</p>
<p>Esse caminho não é simples. Ele exige coragem, formação contínua e disposição para rever posturas. Exige sair da zona de conforto e aceitar que o outro, com sua diferença, não é uma ameaça, mas uma oportunidade de crescimento. No fundo, educar na perspectiva da unidade na diversidade é acreditar que aquilo que nos torna diferentes não precisa nos separar. Pelo contrário, pode nos aproximar, quando há abertura, respeito e disposição para o encontro.</p>
<p>Mais do que um conceito, trata-se de uma prática diária. Um compromisso. Uma escolha. Talvez a pergunta mais importante seja esta: nossas escolas estão formando pessoas capazes de viver essa unidade ou apenas ensinando a evitar conflitos? A resposta a essa pergunta define não apenas o futuro da educação, mas o tipo de sociedade que estamos construindo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><img decoding="async" class="alignnone wp-image-14787 " src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2026/08/william-john-martins-de-oliveira-cicm-foto-001-e1785896643675.jpg" alt="" width="105" height="126" /></strong></p>
<p><strong>William John Martins de Oliveira</strong></p>
<p>Coordenador da Dimensão Missionária e professor de Projeto de Vida no Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Imagem principal: Monkey Business Images (Istock)</strong></p>
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		<title>Perguntas que despertam a vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho Dominical]]></category>
		<category><![CDATA[21º Domingo do Tempo Comum]]></category>
		<category><![CDATA[Ano A]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Adroaldo Palaoro]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro]]></category>
		<category><![CDATA[Primado]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo Comum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado na liturgia deste 21º Domingo do Tempo Comum. A passagem está em Mateus 16,13-20.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“E vós, quem dizeis que eu sou?”</em></strong> (Mt 16,15)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Responder à pergunta – <strong><em>“quem é Jesus Cristo?”</em></strong> – não é uma questão acadêmica ou dogmática que cabe aos teólogos resolver. Na história da Igreja, sempre surgiram polêmicas em torno à “identidade” de Jesus, ou ao menos enquanto à formulação das afirmações sobre Ele. E a tentação sempre foi a de encerrar numa fórmula dogmática a identidade de Jesus Cristo. Infelizmente existem aqueles que acreditam ter tudo resolvido e bem atado a respeito de Deus, da Trindade, de Jesus Cristo, tocando as raias do fanatismo.</p>
<p>Jesus continua sendo uma <strong><em>pergunta</em></strong> aberta e mobilizadora para o todo ser humano que se encontra com Ele, em todos os tempos. Também para nós, que afirmamos ser seus seguidores.</p>
<p>Diferentes respostas foram surgindo ao longo da história, muitas delas limitadas e pobres.</p>
<p>Para os antepassados que o precederam, Jesus deveria ser o Messias que lhes devolveria a liberdade política e o esplendor como povo, até que o transformaram num blasfemo. Para outros, foi um personagem histórico a mais, talvez o mais importante que outros porque fundou a religião majoritária em nosso mundo. Os discípulos o consideravam como Mestre e, até a sua morte, não entenderam quem era realmente esse carpinteiro que, sem dúvida, mudou o rumo da história. Para os cristãos, e acolhendo a formulação elaborada pelos teólogos dos primeiros séculos, Ele é Deus encarnado, humano e divino ao mesmo tempo; o Homem que deixava transparecer Deus; o Deus que nos ensinou a ser verdadeiramente humanos.</p>
<p>A <strong>pergunta</strong> dirigida aos discípulos é profundamente existencial, onde cada um procura responder-lhe com a própria vida, prolongando o modo de ser e viver do próprio Jesus. A pergunta não se reduz simplesmente a isto – <em>“Quem é Jesus para mim?”, </em>mas, <em>“que implicações a pessoa de Jesus tem em minha vida?”</em>, <em>“altera alguma coisa?”</em>, <em>“Ele tem algum significado para os tempos atuais?”,</em> ou <em>“Ele tem se tornado um</em> <em>personagem estranho e irrelevante na sociedade e na Igreja?”</em>.</p>
<p>Embora tenhamos dificuldade para saber com precisão “quem é Jesus”, ou como nos relacionamos com Ele, não podemos ocultar seu impacto na vida de uma infinidade de pessoas através dos tempos. Cada cultura realçou algum aspecto da personalidade d’Ele, mas tal é sua profundidade e radicalidade que é capaz de continuar fascinando-nos e seduzindo-nos. Continua nos provocando e nos inquietando a sua liberdade, o seu modo de amar, de investir a sua vida em favor da vida, de alimentar esperança em um mundo cada vez mais fragmentado. Seu chamado continua ressoando em nossos ouvidos com a mesma urgência de sempre.</p>
<p>De fato, só quando nos aproximamos dos Evangelhos é que temos a chance de conhecer um pouco mais profundamente a identidade de Jesus e o que Ele realizava: curava, se aproximava de toda pessoa, perdoava, acolhia… Essa era a <strong>“chave” </strong>de sua vida e com ela abria as portas da vida para muitas pessoas, sobretudo aquelas que estavam “trancadas”, vítimas de estruturas religiosas e sociais que desumanizavam.</p>
<p>Perguntar pela <strong><em>identidade</em></strong> de Jesus é também desvelar nossa própria <strong><em>identidade</em></strong>, porque n’Ele nossa humanidade se revela. Na verdade, trata-se de nos deixar perguntar por Ele, e, a partir d’Ele, estamos continuamente respondendo <em>“quem somos nós”, “quem é o ser humano”</em>…</p>
<p>Em Jesus Cristo, não só se manifesta quem é realmente Deus, mas também se demonstra quem é realmente o ser humano. Ele nos ensina que a essência do ser humano encontra-se em suas raízes mais profundas, onde habita Deus.</p>
<p>Se denominamos “Deus” à raiz de nossa vida, sermos fiéis a nós mesmos significa viver a partir d’Ele, que habita o profundo de nosso ser. Crer começa a ser algo tão vital e habitual como respirar.</p>
<p>Abrir-nos a Deus é abrir-nos à dimensão de profundidade, à própria raiz, é cair na conta de que nossa vida está sendo criada e nos está sendo dada agora. Isso permite viver a unidade “Deus-ser humano” e acabar com todo dualismo e espaços separados.</p>
<p>Ser pessoa de fé é ser pessoa em plenitude, alguém que não esquece nenhuma das dimensões de si mesma, e que vive “a partir de dentro”, a partir da Fonte da vida, a partir d’Aquele de quem procede.</p>
<p>Pedro, ao personificar o ato de fé cristão em Jesus – <em>“Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” </em>–, recebe também o <strong><em>“dom das chaves”</em></strong>: chave do serviço oblativo, do compromisso solidário, da vida doada…</p>
<p>Não se trata do “poder das chaves”, como normalmente foi interpretada a afirmação de Jesus: <em>“Eu te darei as chaves do Reino dos céus”</em>.</p>
<p><strong>“Ter poder”</strong>: essa expressão ecoa forte no coração humano. O poder deslumbra, ofusca e pode facilmente se tornar o centro da identidade de uma pessoa. O <strong>poder</strong> é objeto de desejo de extraordinária magnitude e fascínio para o ser humano. Seu brilho encanta e seduz; sua proposta é extremamente atraente; para muitos, ele é a suprema ambição. Não há ser humano que não tenha sido tentado pelo canto dessa sereia.</p>
<p>O coração humano sofre ao ver-se dominado por esse desejo de <strong>poder</strong> que intoxica suas aspirações mais profundas de comunhão e solidariedade. A vida se torna uma arena de disputas. Talvez não exista relação mais ambivalente que aquela existente entre a pessoa e o poder. Os relacionamentos são balizados, tanto no espaço institucional como nos encontros interpessoais, pela disputa do <strong>poder</strong>; o exercício do <strong>poder</strong> se expressa nas atitudes de dominar, manipular, subjugar e definir tudo segundo os próprios interesses.</p>
<p>A perversidade do coração humano encontra no exercício do <strong>poder</strong> o campo mais propício para a revelação de suas mazelas, autoritarismos, vaidades… Em nome do poder, gera-se a morte, a divisão, a solidão.</p>
<p>O texto do evangelho continua dizendo: <em>“edificarei minha igreja…”</em>. Essa promessa, que é o centro do evangelho de Mateus, está construída sobre esta contradição: a) Jesus diz a Simão <strong><em>“tu és ‘petros’”</em></strong>: um homem chamado simplesmente de “pedra”, sem consistência, pedregulho; b) mas, em virtude da revelação que recebeu e testemunhou dizendo: <em>“tu és o Cristo, o Filho de Deus”</em>, Jesus afirma: sobre esta <strong><em>“Petra”</em></strong>, a Rocha, fundamento firme, sobre a qual será edificada sua igreja.</p>
<p>Dentro da tradição católica, costuma-se dizer que as duas palavras – <em>“petros”</em> e <em>“Petra”</em> – são equivalentes, pois provém de um mesmo termo original aramaico (“<em>cefas</em>”); mas, no grego, elas conservam os matizes significativos, pois realçam as duas dimensões presentes em Pedro e em todo ser humano: somos seres frágeis, vulneráveis, inconstantes e incoerentes; no entanto, no interior de cada um de nós, há uma nobreza, uma consistência, uma rocha… sobre os quais fundamentamos nossa vida: valores, sonhos, recursos, inspirações, criatividade…</p>
<p>É ao <strong>Pedro/Petra</strong> que Jesus confia as chaves do Reino. A partir de Pedro, a entrega das <strong><em>“chaves” </em></strong>se estende a todos nós, seus seguidores. Assim como disse a Pedro, Jesus continua dizendo a cada um de nós:</p>
<p><em>“Em tuas mãos, eu entrego minhas chaves; chaves para abrir as portas fechadas do teu coração, e as portas dos corações duros e insensíveis; chaves para te mostrar todos os tesouros escondidos nas arcas, baús, de teu interior, e poder tirar dali as coisas boas e nobres.</em></p>
<p><em>Chaves para perdoar ofensas, tirar medos e culpabilidades, para andares de cabeça erguida, sem o peso que te faz ficar encurvado. Chaves para que ninguém encontre as portas de teu caminho fechadas, mesmo que seja noite escura.</em></p>
<p><em>Chaves para desatar leis injustas, mandatos frios, editos e normas de senhores, chefes e prepotentes.</em></p>
<p><em>Chaves para libertar os que sentem que tem as portas fechadas e a vida bloqueada e formatada.</em></p>
<p><em>A ti te entrego as chaves; chave da vida, para que vivas tu e todos os que te cercam.</em></p>
<p><em>Chaves para poder abrir o que os outros fecharam – fronteiras, igrejas, religiões…</em></p>
<p><em>A ti entrego as chaves: em tuas mãos, ponho a Criação inteira, também meu Reino, meus sonhos e minha confiança e Palavra de Pai. Vou te constituir como porteiro de esperanças e projetos para que te sintas livre e responsável”.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>Texto bíblico: Mt 16,13-20</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Na oração:</strong> desça ao mais profundo do seu coração, lugar da morada do divino, onde se encontram as reservas de bondade, amor, justiça, compaixão… e que são a “rocha” de sustentação de sua vida.</p>
<p>&#8211; Com as “chaves da Palavra”, destrave as portas da memória, da imaginação, da inteligência, dos afetos… e deixe a vida fluir, ousada e criativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b><a href="https://blog.ssps.org.br/pedro-e-paulo-duas-colunas-e-uma-pedra-angular/padre-adroaldo-palaoro-1" rel="attachment wp-att-9562"><img decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-9562" src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Padre-Adroaldo-Palaoro-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Padre Adroaldo Palaoro, SJ</b></p>
<p>Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Imagem principal: </strong><strong>Ruslan Kaln </strong><strong>(Istock).</strong></p>
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		<title>Cuba: quando a esperança resiste no meio da escassez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Missão SSpS]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Educação SSpS]]></category>
		<category><![CDATA[Agostinho Travençolo Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[América Central]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Semana Sem Fronteiras 2026]]></category>
		<category><![CDATA[SSpS no Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Semana sem Fronteiras 2026, iniciativa da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) convida estudantes a conhecerem a realidade missionária vivida pelas irmãs de Cuba. O país passa por uma série de provações, mas as SSpS seguem firmes ao lado do povo. No artigo, Agostinho Travençolo Junior partilha o relado de uma missionária que vive na ilha. Confira!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecer a realidade de outros povos é um dos principais convites da Semana sem Fronteiras 2026, promovida pela Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Mais do que descobrir aspectos culturais, geográficos ou históricos, a proposta é aproximar os estudantes das histórias de pessoas que, em diferentes partes do mundo, testemunham diariamente a força da esperança e da solidariedade.</p>
<p>Neste ano, um dos países contemplados pelo projeto é Cuba, onde as SSpS vivem sua missão ao lado de um povo marcado por profundas dificuldades econômicas e sociais. Em meio à escassez de alimentos, medicamentos, energia elétrica, água e outros recursos essenciais, elas seguem presentes, oferecendo cuidado, escuta, oração e sinais concretos da presença de Deus.</p>
<p>A missão das irmãs revela o verdadeiro sentido do carisma missionário: permanecer junto das pessoas, especialmente quando a realidade parece retirar toda esperança. Em Cuba, evangelizar significa também partilhar o pouco que se tem, caminhar ao lado de quem sofre e recordar que a dignidade humana nunca pode ser perdida.</p>
<p>Em mensagem enviada diretamente de Cuba, a Ir. Rani, SSpS, descreve com sensibilidade a realidade vivida diariamente pelo povo cubano:</p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>“Cuba está sofrendo terrivelmente. Cuba está na escuridão, com sede, fome… mas não sem Deus. Hoje, em Cuba, viver é resistir. A cada dia, se torna mais difícil de obter o básico: água, comida, eletricidade, remédios. O povo não aguenta mais. Mas também não pode gritar. Quem se manifesta na rua é punido com prisão. Assim, a dor é engolida em silêncio, e se morre aos poucos. </em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Sair à rua dói. </em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Dói ver idosos carregando baldes e jarras, caminhando quilômetros sob o sol para encontrar uma gota d’água. Dói vê-los sem café da manhã, porque o pão de cada dia não é suficiente. Se aparece na rua, oito pães custam 400 pesos. Com um cheque de 2 mil pesos, o que se pode comprar? </em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Dói ver noites inteiras sem dormir: devido ao calor, aos mosquitos, à fome, à angústia. Sem banho, sem comer, sem remédio para pressão, porque não está disponível na farmácia. </em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Vendedores autônomos vendem de tudo, mas muito, muito caro. Somente sobrevive quem tem dólares. A maioria está adoecendo por causa do estresse, da tristeza. As pessoas estão enlouquecendo. As pessoas estão morrendo.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>‘Irmã, eu não aguento mais. Isso não é vida’ — é o que ouvimos todos os dias.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>No meio do deserto, contudo, nós estamos.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Estamos com o nosso povo. Levando um prato de comida, remédios, sabonete, uma garrafa de água trazida de longe. E, acima de tudo, acompanhando-os na fé. Rezando juntos quando não há eletricidade.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Confiamos em Deus Todo-Poderoso. Ele vê a sede, a fome, o cansaço. Ele é a Água Viva e o Pão da Vida. Assim como soprou sobre os apóstolos amedrontados, Ele soprará sobre Cuba.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Virgem da Caridade, não abandone o seu povo.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>Não há eletricidade… Não há internet.”</em></p>
<p>O relato ultrapassa a dimensão de uma simples informação. Ele nos convida a olhar para uma realidade que, muitas vezes, permanece distante dos nossos olhos, mas que faz parte da vida de milhares de pessoas. Ao mesmo tempo, revela a força de uma Igreja que continua presente, silenciosa e comprometida com os mais vulneráveis.</p>
<p>É justamente esse olhar que a Semana sem Fronteiras deseja despertar nos estudantes da Rede de Educação SSpS. Ao conhecerem a missão realizada em Cuba, eles serão convidados a refletir sobre o valor da solidariedade, da partilha, da justiça social e da esperança que nasce da fé.</p>
<p>Enquanto muitas estruturas parecem faltar, permanece aquilo que sustenta a missão: a presença. A presença de religiosas que escolhem permanecer ao lado do povo. A presença de comunidades que continuam rezando mesmo quando falta luz. A presença de Deus, que nunca abandona os que sofrem.</p>
<p>Ao longo da Semana sem Fronteiras 2026, Cuba será uma janela para compreender que a missão não acontece apenas em lugares distantes, mas sempre onde alguém decide transformar a compaixão em gesto concreto. Que o testemunho das irmãs missionárias servas do Espírito Santo inspire nossas escolas, educadores, famílias e estudantes a reconhecer que a esperança é capaz de florescer mesmo nos cenários mais desafiadores e que, quando nos deixamos tocar pela realidade do outro, também ampliamos nosso compromisso de cuidar da vida e construir um mundo mais fraterno, justo e sem fronteiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Semana sem Fronteiras 2026</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A Semana sem Fronteiras é um projeto da Rede de Educação das SSpS. Convida estudantes, educadores e comunidades educativas a ultrapassarem fronteiras geográficas e culturais para conhecer a presença missionária das irmãs em diferentes partes do mundo. Em 2026, será apresentada a missão das SSpS na Coreia do Sul, Cuba, Angola, Espanha e Vietnã.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para saber mais</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="https://blog.ssps.org.br/semana-sem-fronteiras-conheca-a-missao-das-ssps-na-coreia-do-sul" target="_blank" rel="noopener"><strong>Semana sem Fronteiras: conheça a missão das SSpS na Coreia do Sul</strong></a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="https://blog.ssps.org.br/uma-missao-do-coracao-30-anos-das-ssps-em-cuba" target="_blank" rel="noopener"><strong>Uma missão do coração: 30 anos das SSpS em Cuba</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Agostinho Travençolo Junior, </strong>educador e coordenador da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. Edição: <strong>Equipe de Comunicação SSpS Brasil</strong>. Foto: <strong>Região Santíssima Trindade</strong> (SSpS Cuba).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Terremoto na Indonésia provoca danos em instalações das SSpS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ilha de Flores, na Indonésia, foi o epicentro de um grande terremoto ocorrido no dia 15 de agosto, matando dezenas de pessoas e causando sérios prejuízos. As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) têm grande presença na região. Felizmente, nenhuma ficou ferida, mas houve danos graves em várias das estruturas. Saiba mais!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um forte terremoto, de magnitude 7,7 na escala Richter, atingiu a ilha de Flores, Indonésia, na madrugada de 15 de agosto. O tremor, que durou um longo período, foi sentido em toda a ilha de Flores e em partes das ilhas de Sumba, Adonara e Solor.</p>
<figure id="attachment_14914" aria-describedby="caption-attachment-14914" style="width: 397px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-14914" src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2026/08/20260815-indonesia-flores-terremoto-001.jpeg" alt="" width="397" height="254" /><figcaption id="caption-attachment-14914" class="wp-caption-text">Pacientes do Hospital Kewapante foram levados para tendas</figcaption></figure>
<p>As irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) em Flores estão a salvo, apesar dos danos extensos às suas instalações, como escolas, internatos e infraestrutura. As aulas estão suspensas e há problemas nos sistemas de energia e internet. Os pacientes do Hospital Kewapante foram deslocados para tendas cedidas pela polícia. Em meio ao pânico causado pelo terremoto, uma mãe deu à luz com segurança em uma loja de medicina tradicional local, com a assistência das irmãs SSpS e da equipe médica da maternidade.</p>
<p>Na comunidade das SSpS em Ratedao, a parte de trás da casa sofreu danos significativos, mas as irmãs não se feriram. Em Ruteng, vários edifícios estão interditados. Especificamente, o Biara Hati Tersuci Maria (HTM), o edifício da Fundação Educacional Dian Yosefa e o internato feminino de Goreti sofreram graves danos estruturais e apresentam rachaduras. O tremor afetou 13 salas de aula na SMAK Setia Bakti, 8 na SMPK Imakulata e 6 na TKK Inviolata. Em Reo, parte da clínica local foi danificada, enquanto o centro comunitário em Koko está em péssimo estado. Em Sumba, um muro da comunidade SSpS foi destruído.</p>
<p>Na região de Maumere, as irmãs enfermas e idosas estão em segurança. Como medida de precaução, foram montadas tendas em frente ao pátio do convento de Kewapante para servirem de abrigo temporário.</p>
<p>A Indonésia permanece o estado de alerta. Réplicas ainda são registradas na região de Nagekeo. Os moradores permanecem em áreas seguras, longe da costa. A Congregação pede orações por proteção e força durante este momento desafiador.</p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Equipe de Comunicação SSpS Brasil, com informações da Ir. Yasinta Ota, SSpS – Província de Flores Leste, Indonésia, e <a href="https://worldssps.org/" target="_blank" rel="noopener">World SSpS</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eleições: CRB Nacional divulga carta e convoca religiosos a promoverem discernimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CRB Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Doutrina Social da Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[fé e política]]></category>
		<category><![CDATA[JPIC]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[vida religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[vida religiosa consagrada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulgou a carta “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”. O texto pede que religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade promovam um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da vida religiosa consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana. Saiba mais!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional) divulgou a carta intitulada “Pelo discernimento ético e democrático no processo eleitoral brasileiro”, na qual conclama religiosas, religiosos e pessoas de boa vontade a promoverem um processo de reflexão, oração, diálogo e formação diante das eleições de 2026. O documento reafirma o compromisso da vida religiosa consagrada com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.</p>
<p>Assinada pela presidente da CRB Nacional, Ir. Maria do Disterro Rocha Santos, FCIM, pelo primeiro vice-presidente, Pe. Francisco Sydney de Macêdo Gonçalves, SDS, e por Ir. Edgar Genuino Nicodem, FSC, e Ir. Sueli Aparecida Belatto, CNSCSA, coordenador e vice-coordenadora da Equipe Interdisciplinar, a carta afirma que o período eleitoral representa um momento de discernimento sobre os rumos do País, os projetos em disputa e os valores que orientam a vida pública.</p>
<p>No texto, a CRB convida comunidades religiosas, institutos e congregações a promoverem espaços de estudo e reflexão sobre temas como defesa da democracia, direitos humanos, políticas públicas, combate às desigualdades, proteção da vida, liberdade de consciência, ecologia, cultura da paz e responsabilidade dos cristãos na vida pública. A proposta é fortalecer a participação com base no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja.</p>
<p>A carta também manifesta preocupação com o crescimento da desinformação, da disseminação de <span style="font-style: normal !msorm;"><em>fake news</em></span> e da manipulação digital durante o processo eleitoral. Segundo o documento, o uso das novas tecnologias, especialmente da inteligência artificial (IA), pode comprometer a liberdade de consciência e o discernimento da população por meio da criação de conteúdos falsos, imagens alteradas e discursos.</p>
<p>Ao abordar esse tema, a CRB recorda os alertas do Papa Leão XIV sobre os impactos da IA. O documento afirma que o desenvolvimento tecnológico deve estar a serviço da dignidade humana, da verdade, da fraternidade e do bem comum, e não ser utilizado como instrumento de manipulação ou desumanização.</p>
<p>Outro ponto abordado é a preocupação com o uso da religião para fins eleitorais. A Conferência afirma que a fé cristã não pode ser reduzida a instrumento ou mecanismo de controle das consciências e alerta para o uso da religião para justificar intolerâncias, violências ou projetos. A entidade também incentiva religiosas e religiosos a cultivarem o pensamento, o discernimento e a autonomia de consciência.</p>
<p>A CRB também reforça a importância da formação sociopolítica nas comunidades religiosas, incentivando práticas de escuta, estudo e diálogo que favoreçam a análise das informações compartilhadas nas redes sociais, nos ambientes religiosos e no debate público. O documento ressalta que a democracia depende da participação da sociedade e que o compromisso cristão exige responsabilidade na busca e na divulgação da verdade.</p>
<p>Ao concluir a carta, a Conferência recorda a trajetória da vida religiosa consagrada no Brasil junto aos pobres, à educação, à promoção dos direitos humanos e à construção da paz. A entidade convida as comunidades religiosas a intensificarem, nos próximos meses, momentos de reflexão, estudo, diálogo e oração sobre o processo eleitoral, iluminados pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, para que as eleições contribuam para o fortalecimento da democracia, da esperança e da responsabilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://crbnacional.org.br/wp-content/uploads/2026/07/42-Carta-eleicoes.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>Veja a carta na íntegra.</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: normal !msorm;"><strong>Irmã </strong></span><span style="font-weight: normal !msorm;"><strong>Neusa dos Santos, CIIC – CRB Nacional</strong></span><strong>.</strong><strong><span style="font-weight: normal !msorm;"> Edição: Equipe de Comunicação SSpS Brasil</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: normal !msorm;"><strong>Foto principal: Marcio Binow </strong></span><strong>d<span style="font-weight: normal !msorm;">a Silva</span><span style="font-weight: normal !msorm;"> (Istock)</span></strong></p>
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		<title>“Deus é amor” e nos ama com amor eterno</title>
		<link>https://ssps.org.br/deus-e-amor-e-nos-ama-com-amor-eterno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O retiro espiritual é um tempo privilegiado de valorizar o silêncio e buscar uma proximidade maior com Deus. É um momento de olhar para dentro de si, avaliar caminhos e se deixar transformar, para seguir na caminhada com o povo de Deus. No artigo, a irmã Hermelinda Maria Ruschel partilha como foi a experiência no retiro realizado pelas SSpS no fim de julho.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nós, as irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS), assim como toda a vida religiosa consagrada, temos direito a sete dias para que possamos fazer nosso retiro anual. Mas o que é um retiro?</p>
<p>É um tempo de parar, de retirar-se das preocupações e tarefas diárias, e passar uns dias no silêncio, em busca de maior intimidade com Deus. Deixar-se tocar pelo amor salvador de Deus e dar espaço e abertura para que Deus possa agir em nós. É um momento para olhar para dentro de si mesma e perceber onde e qual a mudança de rumo pessoal e comunitário, para deixar-se transformar interiormente pelo Espírito Santo em nossa caminhada com o povo de Deus.</p>
<p>O retiro espiritual ajuda reconectar-nos com Deus e fortalecer-nos em nossa fé, nossas opções e escolhas, para viver, na fidelidade com o Senhor, nossa vida pessoal e de comunidade fraterna, através do encontro pessoal com Deus, em uma oração mais profunda, na escuta aos apelos que o Espírito nos inspira, para vivermos e fazermos o bem por onde passarmos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sentinela de esperança</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14902 " src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2026/08/retiro-brs-2026-foto-001-1024x615.png" alt="" width="474" height="285" /></strong></p>
<p>Entre os dias 19 e 26 de julho, um grupo de 26 irmãs SSpS se reuniu no Convento Espírito Santo, em Ponta Grossa-PR, para seu retiro anual. Foram dias vividos no silêncio e na oração. Dias em que se pôde viver e sentir o quanto Deus nos ama. Foram dias de muitas graças e bênçãos, percebidas no silêncio do coração e no silêncio do ambiente, que muito ajudou a perceber a ação de Deus na vida de cada participante.</p>
<p>No primeiro dia, fomos convidadas a cuidar do ambiente para a oração pessoal, isto é, cada uma escolheu o espaço onde iria encontrar-se com Deus na oração; de preferência, todos os dias, no mesmo lugar.</p>
<p>As orientadoras do retiro foram a irmã Maria Inês Ribeiro, da Congregação das Irmãs Mensageiras do Amor Divino (MAD), e a irmã Ilca Maria Hendges, SSpS.</p>
<p>O tema geral do retiro foi “Vida religiosa consagrada, sentinela de esperança: chamada à transformação”. As reflexões ajudaram no aprofundamento, nos momentos de oração pessoal.</p>
<p>Eram quatro os momentos fortes de oração pessoal, no silêncio (eu com Deus), de uma hora, distribuídos no dia. A metodologia da oração foi a leitura orante da Palavra de Deus. Os textos bíblicos, para serem rezados e meditados, eram distribuídos diariamente, após as reflexões da irmã Maria Inês.</p>
<p>Muitas são as experiências profundas da presença e do amor de Deus, que se torna muito sensível, até palpável, quando estamos a sós com ele. Torna-se real o que São Paulo escreve aos Romanos (5,5): “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. E, tudo se torna graça e bênção de Deus.</p>
<p>Com gratidão a Deus Uno e Trino, nós o louvamos e glorificamos por seu imenso amor a cada ser humano e a todas as suas criaturas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas.”</p>
<p>&nbsp;</p>

<p><strong> </strong></p>
<p><strong><b><a href="https://blog.ssps.org.br/missionarias-servas-do-espirito-santo-falam-sobre-os-dez-anos-do-pontificado-do-papa-francisco/hermelinda" rel="attachment wp-att-10217"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-10217 size-thumbnail" src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2023/03/Hermelinda-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Irmã Hermelinda Maria Ruschel, SSpS</b><br />
</strong></p>
<p>Secretária da Província Divina Sabedoria, membro da Equipe de Comunicação SSpS Brasil, Ponta Grossa-PR</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Foto principal: Bohdan Bevz (Istock)</strong></p>
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		<item>
		<title>Vivat Internacional: indígenas tenharins homenageiam irmã advogada</title>
		<link>https://ssps.org.br/vivat-internacional-indigenas-tenharins-homenageiam-irma-advogada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[VIVAT Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[VIVAT Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Cimi]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Irmã Michael Nolan]]></category>
		<category><![CDATA[JPIC]]></category>
		<category><![CDATA[JUPIC]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Povos originários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seis tenharins do Amazonas foram acusados de assassinato e encarcerados injustamente. Na condução da defesa dos indígenas, esteve a irmã Michael Nolan, da Congregação da Santa Cruz (CSC), organização membro da Vivat Internacional. Uma das teses da defesa foi baseada em aspectos culturais, o que pode ser considerado um avanço. Para agradecer a absolvição dos réus, a comunidade homenageou a religiosa com um cocar, algo muito mais significativo do que um mero adorno. Saiba mais!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A irmã Michael Nolan, membro da Congregação da Santa Cruz (CSC) e coordenadora da equipe de advogados que defendem causas indígenas, foi homenageada com um cocar indígena. O gesto é um reconhecimento à Ir. Michael por seu trabalho missionário como advogada dos indígenas tenharins e uma forma de celebrar a vitória desse povo, da Terra Indígena Marmelos, localizada no Estado do Amazonas, na luta por sua dignidade. A CSC é membro da Vivat Internacional, da qual também fazem parte as congregações das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS) e dos Missionários do Verbo Divino (SVD).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-14886 " src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2026/08/whatsapp-image-2026-08-07-at-21.32.59-581x1024.jpeg" alt="" width="251" height="442" />Como explica o missionário Roberto Liebgott, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o cocar não é apenas um adorno. “É um símbolo de profundo significado. Feito de plumas, penas e tecidos, o cocar foi confeccionado por mãos calejadas que guardam a memória dos ancestrais e preservam saberes milenares.”</p>
<p>Em 2015, seis indígenas do Povo Tenharim foram apontados como autores do assassinato de dois homens. A acusação provocou reações violentas na comunidade, que exigia punição ao povo indígena, incriminado injustamente pelas duas mortes. Na ocasião, o escritório da Funai foi queimado, carros foram incendiados, e os indígenas foram arbitrariamente encarcerados.</p>
<p>Nesse contexto, a equipe dos advogados do Cimi tomou a defesa dos indígenas. Irmã Michael coordenou a comissão de advogados, certa da inocência dos acusados, e lutou pela justiça em favor da comunidade indígena que esperava o justo direito.</p>
<p>Após anos de luta, em 2023 o Tribunal de Justiça de Manaus absolveu os indígenas diante das evidências culturais ponderadas pela equipe de Direito em favor dos povos originários da Terra dos Marmelos. Irmã Michael e sua equipe expuseram que, em hipótese alguma, os indígenas enterrariam “homens brancos” em seu solo sagrado, o que seria um total desrespeito à comunidade indígena.</p>
<p>A premissa foi arriscada, tratava-se de um laudo antropológico, de ordem cultural, um conhecimento ancestral, do lado dos povos originários. Após a argumentação, o argumento da defesa foi acatado e comprobatório para a liberação dos seis indígenas aprisionados injustamente. O reconhecimento é importante porque deu credibilidade ao aspecto cultural do povo indígena. A tese da defesa foi equiparada às razões habituais da legislação criminal, como ausência de provas.</p>
<p>O agradecimento à doutora Michael, como a religiosa também é conhecida, foi em forma de arte, conforme descreve o missionário Roberto.</p>
<p>“Cada detalhe do cocar recebido expressa gratidão, respeito e reconhecimento. É um gesto que nasce da confiança, do respeito e da caminhada compartilhada com todos os povos indígenas da região e do Brasil. O cocar representa a homenagem à coragem, à determinação e à sabedoria com que a dr.ª Michael enfrenta a dolorosa criminalização daqueles e daquelas que defendem os direitos dos povos indígenas. É um reconhecimento à sua firmeza na busca pela justiça e à delicadeza com que acolhe, escuta.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Vivat Internacional</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Vivat Internacional é um organismo multicongregacional. Foi fundada, em novembro de 2000, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD). Atualmente reúne 12 congregações que atuam em 121 países, inclusive no Brasil. Tem como missão de promover, em âmbitos internacional e local, a defesa dos direitos humanos e do cuidado com a Casa Comum. A Vivat tem <em>status</em> consultivo especial no Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (Ecosoc) e está associada ao Departamento de Comunicações Globais da ONU.</p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Para saber mais</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://blog.ssps.org.br/onu-vivat-internacional-denuncia-violencia-contra-indigenas-de-roraima" target="_blank" rel="noopener">ONU: Vivat Internacional denuncia violência contra indígenas de Roraima</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://blog.ssps.org.br/vivat-se-junta-a-marcha-global-pelo-clima-e-pela-vida" target="_blank" rel="noopener">Vivat se junta à Marcha Global pelo Clima e pela Vida </a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://blog.ssps.org.br/evento-na-cop30-celebra-os-25-anos-da-vivat-internacional" target="_blank" rel="noopener">Evento na COP30 celebra os 25 anos da Vivat Internacional</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Equipe de Comunicação SSpS Brasil, com informações da Ir. Nelly Boonen, SSpS, da Vivat Internacional e do Cimi</strong></p>
<p>O post <a href="https://ssps.org.br/vivat-internacional-indigenas-tenharins-homenageiam-irma-advogada/">Vivat Internacional: indígenas tenharins homenageiam irmã advogada</a> apareceu primeiro em <a href="https://ssps.org.br">Missionárias SSpS Brasil</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Assunção: Maria “completou” sua existência em Deus</title>
		<link>https://ssps.org.br/assuncao-maria-completou-sua-existencia-em-deus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho Dominical]]></category>
		<category><![CDATA[Ano A]]></category>
		<category><![CDATA[Assunção]]></category>
		<category><![CDATA[Dormição de Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Mariologia]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Adroaldo Palaoro]]></category>
		<category><![CDATA[Solenidade da Assunção de Maria]]></category>
		<category><![CDATA[Solenidade da Assunção de Nossa Senhora]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo Comum]]></category>
		<category><![CDATA[Virgem Maria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Veja a reflexão elaborada pelo jesuíta padre Adroaldo Palaoro, comentando o Evangelho proclamado nesta Solenidade da Assunção da Virgem Maria, uma celebração muito preciosa para cristãos de todo o mundo. A passagem está em Lucas 1,39-56.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada…”</em></strong> (Lc 1,48)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O dogma da <strong>Assunção de Maria</strong> abre para toda a humanidade uma mesma experiência pascal, atravessando, com Jesus, a morte. Maria aparece como a primeira cristã completa, pois a vemos em Jesus e por Jesus como primeira dos ressuscitados.</p>
<p>A Assunção deve ser entendida como plenificação de Maria em Deus; ela é “assumida” plenamente por Aquele de quem tudo procede e tudo retorna. Durante sua vida, Maria já estava realizando essa plenitude e já deixava transparecê-la através de diferentes “sins”, em diversas circunstâncias; mas ainda não tinha chegado à sua meta; e a meta supõe sempre um caminho, o fruto passa por longo processo de maturação na árvore, a pedra preciosa cristaliza-se lentamente nas profundezas da rocha.</p>
<p>Maria morreu totalmente em Deus e, com sua morte, culminou sua peregrinação: ela se entregou em Deus, e Ele a recebeu, no caminho e meta pascal de Jesus Cristo, toda a trajetória de sua vida, a fim de plenificá-la. Por isso, o que ressuscita é a “pessoa inteira” de Maria, tudo o que ela foi, tudo o que ela realizou. Não sobe ao “céu” a “alma separada do corpo” ou dos homens e mulheres da história, senão toda sua pessoa, com aqueles que assumem seu mesmo caminho.</p>
<p>Assim, a <strong>Assunção</strong> é uma vitória solidária: nela, todos já vislumbramos o lampejo da eternidade.</p>
<p>Inspirados(as) naquela que <strong><em>“desapareceu”</em></strong> em Deus, somos chamados a antecipar a “assunção” durante nossa peregrinação terrestre, prolongando o modo de ser e viver de Maria, tão bem expresso no canto do “Magnificat”. Só seremos “assumidos” por Deus se formos capazes, como Maria, de “descer” ao chão de nossa humanidade, pessoal e coletiva, vivendo o compromisso com os mais pobres e excluídos.</p>
<p>Crer na <strong>Assunção</strong> de Maria implica crer na exaltação dos pequeninos e humilhados, dos pobres esquecidos, dos injustiçados sem voz, dos sofredores sem vez, dos abandonados sem proteção, dos misericordiosos descartados, dos mansos violentados…</p>
<p>Das “coisas” de Deus (como de tantas coisas humanas…) só podemos falar com linguagem simbólica que, mais que definir e fixar, evoca e provoca nosso olhar numa determinada direção; são como um vitral que nos conta algo da luz que brilha detrás dele.</p>
<p>Podemos trazer algumas <strong><em>“imagens”</em></strong> que ajudam a nos aproximar de Maria, na festa de sua Assunção.</p>
<p>Se a todos nos agrada terminar as coisas que começamos, podemos pensar que com Deus acontece o mesmo, ou seja, não deixa pela metade a obra começada.</p>
<p>Quando alguém inicia uma construção de grande envergadura, normalmente constrói uma <strong>maquete</strong> do que será a obra e a expõe em um lugar visível, para que todos possam ver como vai ser o final e, assim, desculpar os possíveis incômodos e transtornos que a construção vai trazer consigo. Ao olhá-la, contempla-se e imagina-se a obra já terminada. A festa da Assunção de Maria nos coloca diante de uma “maquete” que nos mostra a plenitude da obra de Deus na mulher que não colocou nenhuma resistência à sua ação: <em>“Faça-se em mim…”</em>, disse Maria, a mulher da Nova Criação, acolhendo nela a presença do mesmo Espírito que <em>“pairava sobre as águas”</em> (Gn 1,2) na manhã da primeira criação.</p>
<p>Em Maria, vemos a “obra de Deus” terminada; ela não frustrou Seus planos, mas os realizou plenamente.</p>
<p>Podemos, também, buscar outra imagem (agora bíblica) para ilustrar o dogma da Assunção. Quando Moisés, no deserto, não sabia como convencer seu povo cansado, cético e desmotivado a entrar na terra da promessa, teve uma ideia genial: enviou exploradores a Canaã que voltaram carregados com gigantescos cachos de uvas doces, frescas e apetitosas. <em>“Entramos no país ao qual nos enviaste; é uma terra que mana leite e mel; aqui tendes os seus frutos”</em> (Num 13,27).</p>
<p>Algo parecido faz a Igreja quando nos apresenta a Assunção de Maria. É como se dissesse: <em>“Olhai as</em> <em>primícias da nova humanidade; Maria é fruto já maduro da Terra para a qual nos dirigimos! Bem-aventurados somos nós por termos recebido a boa notícia do campo onde finca suas raízes a Árvore da Vida que produz fruto semelhante. </em><em>Compartilhai em voz alta esse segredo, esse sabor do vinho que enche a todos de alegria”</em>.</p>
<p>A existência já glorificada de Maria e sua alegria são as mediações de que dispomos para proclamar: <em>“É</em> <em>uma terra que corre leite e mel.</em> <em>Vale a pena caminhar em sua direção para conhecê-la”</em>!</p>
<p>A partir de sua plenitude em Deus, Maria nos abençoa e nos motiva a viver em <strong><em>estado de peregrinação</em></strong>, com sentido e inspiração. Essa realidade já estava presente na sua visita à sua prima Isabel quando, cheia de alegria, deixa o seu coração transbordar através do canto do <em>Magnificat</em>.</p>
<p>O mistério da <strong>Visitação</strong>, indicado para a festa da Assunção, nos revela que Maria é a mulher que “sabe olhar” em profundidade, que deixa aflorar uma intensa “admiração”, que se alegra em seu coração, que ativa uma gratidão transbordante e vive em contínua disponibilidade: esses são os componentes da benção.</p>
<p>De Maria aprendemos a sabedoria do <strong><em>bendizer</em></strong> sempre e a todos. Ela é sempre uma benção para todo(a) aquele(a) que dela se aproxima.</p>
<p>Maria é a mulher plena e, por isso mesmo, em seu “ser mulher”, deixa Deus transparecer; ela experimenta Deus no mais profundo de si mesma e vai deixando-se viver – deixando-se fazer – a partir d’Ele. Nela descobrimos a admirável unidade humano-divina: todo o autenticamente humano é já divino, e o divino é entranhavelmente humano. Esta é a unidade que nós cristãos reconhecemos e celebramos na encarnação de Jesus: <em>“O Verbo se fez carne”</em>. Deus é humanidade, carne, matéria…</p>
<p>Certamente, a Maria dos Evangelhos nada tem a ver com a imagem que muitas vezes foi apresentada como mulher passiva, silenciosa, submissa, uma imagem que, em vez de refletir a personalidade de Maria de Nazaré, parecia ser um modelo fixo que se apresentava aos homens como mulher ideal e às mulheres, para sua imitação. Como nenhum modelo é “neutro”, esse também tinha a clara funcionalidade social numa cultura autoritária, machista, repressiva e patriarcalista.</p>
<p>O que os evangelhos nos oferecem é bem diferente. Na <strong>Anunciação</strong>, Maria aparece tomando uma decisão pessoal, numa cultura na qual a mulher era totalmente submissa. Na <strong>Visitação</strong>, encontramos uma mulher de iniciativa e com vontade própria, decidida e empreendedora. É a mulher do caminho e do serviço. Em <strong>Caná</strong>, ela é a que impulsiona Jesus para sua missão (adiantando inclusive “sua hora”). Junto à <strong>Cruz</strong>, é a mulher inteira, atravessada pela dor, mas “de pé”, profundamente humana, profundamente fiel. No <strong>Cenáculo</strong>, é a mulher “líder”, congregando os discípulos e discípulas.</p>
<p>Em resumo, em diferentes momentos da liturgia, Maria é apresentada a nós como uma mulher livre, contemplativa, espiritual, forte, pressurosa, com vontade e fibra, “transgressora”…; é a mulher que ama, a mulher santa, em comunhão com Deus e cheia do Espírito. E esta é a revelação do evangelho: em todos os momentos e situações, ela deixa “transparecer” em sua vida o verdadeiro rosto misericordioso de Deus; em todos os cenários, Maria nos revela que já vivia em permanente “assunção”, pois se sentia “assumida” por Deus em todos os momentos e circunstâncias.</p>
<p>Nela buscamos inspiração para fazer de nossa vida uma contínua “assunção” em Deus.</p>
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<p><strong>Texto bíblico: Lc 1,39-56</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Na oração:</strong> esse é o motivo último da confiança e da alegria: que Deus nos olha, e nos olha com bondade. Assim canta Maria: <em>“… o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva”</em>. Ao se sentir “olhada” carinhosamente por Deus, Maria se revela como a mulher dos “olhos grandes”, ou seja, é a mulher que “põe seus olhos” na realidade e nas pessoas.</p>
<p>Seu hino deixa transparecer nela um júbilo profundo, nascido das profundezas de sua pessoa; hino que expressa bem a vontade oblativa de Maria, como mulher de alegria e de confiança.</p>
<p>&#8211; Faça memória das experiências de “assunção” em sua vida: o que mudou? Que movimentos vitais surgiram?</p>
<p>&#8211; Deixe emergir das profundezas de seu coração um canto de profunda gratidão por tudo aquilo que Deus já realizou, realiza e ainda realizará em sua vida.</p>
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<p><b><a href="https://blog.ssps.org.br/pedro-e-paulo-duas-colunas-e-uma-pedra-angular/padre-adroaldo-palaoro-1" rel="attachment wp-att-9562"><img decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-9562" src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2022/07/Padre-Adroaldo-Palaoro-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Padre Adroaldo Palaoro, SJ</b></p>
<p>Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana (CEI).</p>
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<p><strong>Imagem principal: </strong><strong>Serfeo </strong><strong>(Istock).</strong></p>
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		<title>Deixe a vida me levar…! Procurando o “que” e a “quem”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Deolino Pedro Baldissera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A procura é parte essencial da vida. Estamos sempre à procura! De algo ou de alguém! Meus cinco sentidos, minhas emoções, meus pensamentos, meu espírito estão sempre à procura. Minhas buscas, contudo, não terminam em “o quê”; elas me levam para a busca de “alguém”. Veja a reflexão do padre Deolino Pedro Baldissera.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O “que” você procura e a “quem”, em seus dias cheios e em seus dias vagos? A vida vai levando… a qual procura?</p>
<p>Estamos sempre à procura! De algo ou de alguém!</p>
<p><strong>Meus cinco sentidos</strong> estão sempre à procura, alerta, me levando… Meus <strong><em>olhos</em></strong> se fixam em coisas que os atraem, mas poucas vezes se retêm só nelas, estão sempre perscrutando o que está à frente. Veem o que está próximo e voam para o que está longe. Eles me situam no mundo visível e me orientam na direção para onde prosseguir ou desviar. Meus <strong><em>ouvidos</em></strong> ficam atentos aos sons que ecoam de todos os lados e tentam decifrar de onde provêm e o que representam. Meu <strong><em>paladar</em></strong> saboreia sabores, distingue aqueles mais palatáveis daqueles outros. Meu <strong><em>olfato</em></strong> se aguça para distinguir odores e os seleciona entre agradáveis e desagradáveis; meu <strong><em>tato</em></strong> distingue o que é liso daquilo que é áspero, mole ou duro. Assim, meus cinco sentidos procuram, no contato com o mundo externo, certificar-se do que está aí e interpretar a relação que se estabelece comigo.</p>
<p>Eles (sentidos) estão sempre à procura de vasculhar o mundo que me cerca e me aperta. Por eles eu vejo, ouço, saboreio, cheiro e toco. A procura dos sentidos me põe em contato com o universo que está à minha volta, me faz viver e reagir àquilo que me diz respeito e me interessa ou mexe comigo, não consigo ficar indiferente. Meus sentidos me levam a passear pelo mundo das coisas reais, visíveis, e sintonizar também com algumas invisíveis, como o vento e o som.</p>
<p><strong>Minhas emoções</strong> estão à procura do significado daquilo que as estimula e experimento. Por elas, minhas reações se multiplicam, umas me levam à proximidade, outras ao afastamento. Fazem meu sentimento flutuar para perto ou ir para longe, sacode meu corpo, alegrando-o ou estressando-o. Elas procuram me entreter com seu balanço, me distraem em busca do equilíbrio entre o que sinto e o que penso. Elas me espremem e me exprimem, me agitam, sacudindo-me entre extremos de hilaridade e temor, me enchem com suores, flutuando em ansiedade e bem-estar. Elas sempre me dizem que estou vivo! Elas me levam para o mundo das sensações que respingam em meus membros quando atiçadas.</p>
<p><strong>Meus pensamentos</strong> procuram soluções para os problemas que me ocorrem, como também me forçam a analisar as coisas, avaliar se convêm ou não convêm, me põem em contato com os mistérios da vida, me trazem soluções e, às vezes, confusões. Inquietam-me e me acalmam, vislumbram horizontes e ofuscam fantasias. Eles estão sempre presentes até quando durmo, pois se misturam nos meus sonhos e não sabem explicar direito o que neles acontece. Meus pensamentos sabem me diferenciar das coisas, das plantas e dos animais. Eles são seres diferentes, e meu pensamento os compreende e aceita as diferenças de existir de cada coisa ou ser vivo. Sabe distinguir a vida presente, diferente entre animais e vegetais, como se comportam na natureza uns e outros. O pensamento vai sempre para diante, pesquisa, reflete, descobre, inventa, cria, sofistica, investiga o desconhecido e nunca se esgota, sempre tem algo a mais para desvelar e conhecer. Por isso meus pensamentos são insaciáveis, pois estão vinculados à curiosidade do mistério que perturba, estimula e desafia. Meus pensamentos me levam para o mundo das abstrações.</p>
<p><strong>Meu espírito</strong> está em busca de sentido para tudo o que faço e não se conforma com explicações simples. Ele penetra meus segredos e agita minha alma. Sobe até os céus e desce ao caos. Ele me faz sentir pequeno diante do mistério maior e me perturba quando se defronta com os limites que se intrometem e dificultam meu discernimento, entretanto me enche de esperança quando descubro sentido para os enigmas que me afligem. Desafia-me em contato com o imanente e me deixa perplexo diante do transcendente; me apresenta seus dogmas, que aceito sem recusa por causa de minha fé, mesmo eu não entendendo tudo o que os envolve nem sabendo explicá-los bem, devido à minha ignorância. Meu espírito, às vezes, vacila entre o aceitar esperançoso e a dúvida inquietante. Mas me leva para paragens que desejo interiorizar e contemplar.</p>
<p>Constato então que, em minha procura, misturam-se um “o quê”, com desejo de possuir ou despossuir, e um “alguém”, que se configura num “quem” de duas espécies. Uma humana, outra divina que preenche meus espaços vazios, inacabados, carentes que precisam de um “o quê” e um “quem/alguém”!</p>
<p>“O quê” me diz: preciso de coisas para uso cotidiano, para gastar ou consumir, para guardar para o futuro ou para desfrutar imediatamente, para encher prateleiras, armários, estantes, fazendo reservas, ocupando espaços vazios, ou para completar algo começado, ou ainda sem finalidade nenhuma. A busca de “o quê”, essa procura, está no sangue; como se diz, faz parte da vida. Sem a procura do “quê”, a vida estaria esgotada, sem graça, sem horizonte, sem jeito, morta, deixando de existir.</p>
<p>Mas, minhas buscas não terminam em “o quê”; elas me levam para busca de “alguém” com quem conviver e compartilhar a vida. Sem companhia, o que consegui ter ficaria preso no meu egoísmo que me aniquilaria, por isso preciso de um “quem” que só encontro em alguém! Busco por alguém de carne e osso, com quem me relacionar; com quem competir; com quem discutir; com quem estabelecer vínculos; com quem descobrir caminhos; com quem confrontar significados das coisas que faço; com quem me desvelar; com quem conviver harmoniosamente, mesmo com algum desentendimento; com quem aprender sobre a vida; com quem dar prazer à vida; com quem que saiba escutar. Enfim, com um tu que espelhe meu eu para não ficar desconhecido de mim mesmo.</p>
<p>Minha procura por “quem” me faz querer alguém de carne e osso, mas mesmo tendo já, só, não me satisfaz, não me basta, porque há Outro “quem” que está, ao mesmo tempo, ao meu alcance e não o consigo possuir todo, nem dominar, nem submeter aos meus cuidados, mas sinto como necessário. Esse Quem mora dentro e fora de mim. Dentro porque o sinto presente, fora de mim porque se esconde no incógnito e impenetrável, além do meu alcance, mas no fundo, único necessário que preenche todas as procuras. Por isso constato que estou sempre à procura de coisas e de alguém/Alguém. Ambas as procuras ocupam meu tempo e meus espaços, e vão levando minha vida a seu destino.</p>
<p>Como se vê, a “<strong>procura” </strong>é parte essencial da vida. Leva e a impulsiona para frente. Satisfaz necessidades da vida biológica e de relações, da curiosidade do espírito, alarga espaços, adentra em pedaços do mistério e até que encontre sentido pleno.</p>
<p>A procura comporta um “porém”. É preciso discernir. Nem toda procura tem o mesmo peso, valor e significado! Há aquelas dos cinco sentidos necessárias, mas não absolutas. Há aquelas das emoções que precisam ser aceitas e integradas. Há aquelas do pensamento que precisam ser levadas a sério. Há aquelas do espírito que precisam de discernimento e internalização. Cada procura tem seu valor, dentro de seu espaço, sem se apossar do espaço que é da outra. Uma relação de complementariedade e não de exclusividade.</p>
<p>Por isso a “procura”, por vezes, precisa ser seletiva, fazê-la com discernimento para que satisfaça com equilíbrio o bem-estar físico e contemple o espaço para as coisas do espírito.</p>
<p>Você que me leu até aqui, em que busca está gastando sua vida? O “que” e a “quem” procura? Vale a pena seguir esse itinerário, sem o rever para onde está indo? Ou você é conformista e apenas canta “Deixe a vida me levar…”?</p>
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<p><b><a href="https://blog.ssps.org.br/como-vai-a-temperatura-de-sua-ansiedade/pe-deolino-pedro-baldissera" rel="attachment wp-att-6302"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6302 size-thumbnail" src="https://blog.ssps.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Pe.-Deolino-Pedro-Baldissera-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Padre Deolino Pedro Baldissera, SDS</b></p>
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<p><strong>Imagem principal: WeBond Creations (Istock)</strong></p>
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		<title>Papa Leão XIV nomeia presidente da CRB Nacional como consultora do Dicastério para a Vida Consagrada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Zelia Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CRB Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Cúria Romana]]></category>
		<category><![CDATA[Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica]]></category>
		<category><![CDATA[irmã Maria do Disterro Rocha Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Papa Leão XIV]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Sé]]></category>
		<category><![CDATA[vida religiosa]]></category>
		<category><![CDATA[vida religiosa consagrada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A irmã Maria do Disterro Rocha Santos, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), foi nomeada pelo Papa Leão XIV para ser consultora do dicastério que cuida da vida consagrada e sociedades de vida apostólica. A religiosa tem uma longa trajetória de serviço à Igreja. Saiba mais!</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Papa Leão XIV nomeou a Ir. Maria do Disterro Rocha Santos, FCIM, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB Nacional), como consultora do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. O anúncio foi publicado nesta quinta-feira, 6 de agosto.</p>
<p>Como consultora, Ir. Maria do Disterro passará a colaborar com o Dicastério em estudos, reflexões e iniciativas voltadas à promoção e ao acompanhamento da vida consagrada em todo o mundo. A nomeação representa um importante reconhecimento ao serviço que a presidente da CRB Nacional tem dedicado à vida religiosa consagrada no Brasil, colocando sua experiência e seu compromisso a serviço de toda a Igreja.</p>
<p>A Ir. Maria do Disterro é membro da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria (FCIM), as irmãs cordimarianas. Ela assumiu a presidência da CRB Nacional em julho de 2025. Natural de Picos-PI, tem uma longa trajetória de serviços prestados à vida religiosa consagrada. É mestra em Teologia Espiritual e foi superiora de sua congregação por três mandatos.</p>
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<p><strong>Equipe de Comunicação SSpS Brasil, com informações da CRB Nacional</strong></p>
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