Lar São José: celebrando a sabedoria acumulada

Conheça o Lar São José, entidade administrada pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) no Município de Três Passos (RS). A casa atende 65 idosos e procura oferecer atenção especial a cada um. A irmã Olmira Bernadete Dassoler conta como é realizada a missão entre aqueles que têm muita história para contar. Veja!
Conheça a irmã Sheela Savari: uma jovem voz em favor dos sem-voz

A jovem irmã Sheela Savari, uma serva do Espírito Santo e advogada, faz dos Tribunais da Índia seu campo de missão. Sua presença ao lado dos pobres e marginalizados leva mais do que apoio jurídico. Ela é sinal de esperança e profecia numa sociedade marcada pela injustiça.
Uma missão do coração: 30 anos das SSpS em Cuba

Há 30 anos, três irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) chegaram a Cuba, e sua missão tornou-se um testemunho vivo de fé, resiliência e solidariedade, entrelaçada ao cotidiano do povo cubano. No artigo, irmã Edisley Mireya Rivera Licea, a primeira SSpS nascida na ilha, conta que, mesmo com tantos desafios, as missionárias seguem confiando na graça de Deus.
“Vale a pena se doar na missão”: entrevista com irmã Roselene Ventura. Assista!

Irmã Roselene Ventura, missionária serva do Espírito Santo, é brasileira nascida em Rondônia. Desde 2023, ela trabalha em diversas frentes missionárias nas Filipinas. Em entrevista às jovens Ketlyn e Maísa, ela conta um pouco de sua experiência um país distante e deixa um recado para os jovens. Confira!
As árvores, nossas mestras espirituais

Para celebrar o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado em 1º de setembro, apresentamos o testemunho do Pe. Nicolau Bakker, missionário verbita. Quando foi transferido para a Comunidade São José Freinademetz, na capital paulista, ele decidiu dedicar três dias por semana à preservação de um bosque na propriedade. Ele aprende muitas lições da natureza e as partilha conosco. Confira!
Conheça as novas equipes de coordenação das províncias SSpS do Brasil

As duas províncias das missionárias servas do Espírito Santo no Brasil estão com novas equipes de coordenação. Conheça um pouco de cada uma das irmãs nomeadas para animar e conduzir, em diversas realidades do País, ações missionárias sobretudo nas áreas de educação, saúde e sociopastorais.
Testemunho de “uma Igreja em saída”

O Papa Francisco sempre recorda que a Igreja deve sempre estar em saída, indo ao encontro das pessoas, sendo presente nos mais diversos contextos. Assim, várias iniciativas são realizadas para difundir a luz de Cristo no mundo. Gisele Rocha, leiga missionária e catequista, partilha conosco uma das ações promovidas em Ponta Grossa-PR. Confira!
Chamados à missão

Quando eu, Salete, recebi a notícia de que a Igreja do Paraná decidiu convidar-nos para uma missão em um país do grande continente africano, pensei logo: “Mas eu sou tão nada, tão pequena! Como poderei ajudar numa situação tão adversa de nossa realidade aqui vivida, ajudar alguém lá? Essa é uma missão tão grande, é algo tão grandioso, como pode Deus querer se utilizar de mim para essa realidade tão nova e diferente em minha, nossa vida?”. Mas aí percebi como esse nosso Deus é inesperadamente maravilhoso. Entendi que Ele queria nos conceder a graça de podermos experienciar mais de perto seu amor por nós. Foi então que percebi que Deus me ama muito, antes mesmo de eu nascer, e é o que me dá a certeza de que não estou nem estarei sozinha. Fui escolhida por Deus, na pessoa de nosso bispo, Dom Sérgio Arthur Braschi, para ser missionária além-fronteira do Brasil. E, com alegria, eu me dispus a levar a Boa-Nova àquele povo tão sofrido e necessitado; necessitado em todos os sentidos. Ir e levar a alegria do Evangelho, ou o Evangelho da Alegria, para o mundo. É a partir de nosso batismo que todos somos e estamos aptos para servir em missão. Este é o convite que Deus nos faz: “Ide por toda a terra”, “Ide por todas as nações e levai a alegria da Boa-Nova”. Que possamos ser o canal da graça de Deus e dar oportunidade de esses povos o conhecerem, dar-lhes oportunidade para que possam fazer uma experiência com o Deus de Amor. Isso é grandioso! Sabemos que não seremos os últimos da fila para despojar-nos de nossas vestes, despojar-nos das comodidades, deixar e desmontar a nossa tenda, que significa deixar nossa filha, genro, netas, demais familiares, amigos e nossa comunidade, onde vivemos momentos intensos, experiências de fé e, acima de tudo, de caridade uns para com os outros. Somos felizes, pois entendemos que o amor é a razão primeira da evangelização, conforme nos diz o documento Evangelii Gaudium, e também, “mesmo que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda fé a ponto de transportar montanhas, mas se eu não tiver caridade, nada seria” (1 Coríntios 13,2). Portanto ir e revelar um Deus de esperança é nossa missão. A nossa vida é puro dom. É preciso partilhá-la, doá-la por completo e não a guardar para si. A metodologia que usamos para nos aproximar daqueles nossos irmãos em Cristo é, necessariamente, a mesma de Jesus, ou seja, tocar, alcançar o coração deles. Nossa alegria também é saber que não estamos sozinhos na missão; temos uma comunidade inteira que reza por nós e pela missão, e essa comunidade se chama família, paróquia, Diocese e Regional, enfim, toda a Igreja do Paraná. O que nos anima e encoraja é saber que a missão para a qual fomos convidados e escolhidos para fazer parte é missão de Deus. Diariamente, Deus se manifesta por sua presença para nos mostrar que é Ele que conduz, que está à frente. É Ele que interfere em todos os momentos e, de modo especial, nos mais difíceis. Inúmeras foram as experiências de fé vividas na missão entre os muçulmanos, por quem a missão católica foi muito bem recebida. Viver e conviver em uma realidade de muçulmanos (90% da população de Quebo) parecia-nos algo difícil, aliás muito difícil. Mas o convívio foi uma grande surpresa para nós. A comunidade muçulmana nos acolheu muito bem. Fomos respeitados e os respeitamos, acolhidos e acolhemos o diferente, convivência e boa relação, convivência e boa relação e testemunho do bispo diocesano, Dom Pedro Zilli (in memoriam) com a comunidade muçulmana e demais etnias africanas (pelo menos trinta e duas). O povo africano tem uma cultura milenar, e é preciso saber respeitá-los nessa cultura e em suas tradições, até porque o missionário é, e sempre será, hóspede naquele chão. Os missionários presentes na missão não fazem distinção entre as pessoas. Todos são atendidos da mesma maneira, sem discriminação. Muitos são os muçulmanos que procuram a missão e aí se sentem muito bem acolhidos. Por outro lado, eles também sabem que, junto com uma missão católica oriunda de outro país, vem para a eles muitos benefícios: atendimento na saúde e na educação, porque a missão católica é posta, é constituída num tripé: evangelização, saúde e educação. E assim, aos poucos, vamos construindo essa missão com a ajuda de nossa Igreja do Paraná (Regional Sul 2). Somos e estamos felizes, confiantes no amor de Deus hoje e sempre. Depois de quatro anos de missão em Quebo, retornamos ao Brasil, para reiniciar aqui nossa vida e as atividades profissionais. Deixamos a missão, mas trouxemos no coração o povo africano. Mais difícil que a ida para a missão foi deixá-la para outros, porque tudo o que fizemos realizou-se no e com amor. Quem quiser saber mais sobre a experiência missionário do casal Pedro e Salete acesse https://youtu.be/gsZmfTZy_iw Diácono Pedro e Salete Lang, membros da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Diocese de Ponta Grossa, missionários em Quebo por quatro anos (2015 a 2018).
Testemunho Missionário – Irmã Juana Ortega Torres

Despedindo-se para retornar à missão em Moçambique, a missionária e teóloga mexicana fala sobre sua experiência no Brasil.
Testemunho Missionário – Irmã Veramaria Ribeiro Miranda

O nome de batismo da irmã Veramaria era Maria Tereza Ribeiro Miranda. Ela fez os primeiros votos em 1953 e, após uma longa jornada de dedicação e serviço, partiu para a Casa do Pai no ano em que completava seu jubileu de 65 anos de consagração religiosa. Estava com 92 anos de idade. Aqui apresentamos um pouco de sua história e uma síntese do depoimento de várias irmãs que conviveram mais de perto com ela. Sua vida é um testemunho de que vale a pena amar até o fim. “Onde há amor e caridade, Deus aí está” Para os pais, Joaquim e Alda, era Terezinha. Sexta filha de onze irmãos. Para os irmãos, Tereza. Tia Tereza para os sobrinhos, para os sobrinhos-netos e sobrinhos-bisnetos. Em 1930, mudou-se com a família de sua cidade natal, Conceição do Mato Dentro, para Belo Horizonte. Iniciou sua vida escolar no Jardim de Infância Bueno Brandão. Depois, o curso primário no Grupo Escolar Barão do Rio Branco e o ginásio no Colégio Sagrado Coração de Jesus. A escolha posterior pelo curso clássico sinalizava seu interesse pela formação humana. Nessa fase, já dava sinais de sua vocação para a vida religiosa. Assim, as irmãs do colégio ofereceram-lhe o curso superior de Letras na Faculdade Santa Maria. Na infância e na adolescência, Tereza demonstrava sua opção por uma vida sem ambição e com a disposição para ajudar o próximo. Ao terminar seus estudos, manifestou aos pais seu desejo de seguir sua vocação. Seu pai, em sua sabedoria, aconselhou-a a trabalhar fora de casa, para que tivesse a oportunidade de conhecer as coisas do mundo. Foram dois anos dedicados ao trabalho e, ao fim do prazo acordado com os pais, em 1950, realizou seu desejo de ingressar no convento e dedicar-se à vida religiosa. E Maria Tereza tornou-se serva, Serva do Espírito Santo. Espírito que já a habitava mesmo antes de deixar o esteio da casa dos pais. Maria Tereza tornou-se a Ir. Veramaria. Os caminhos da Congregação a levaram longe, para a prática da caridade e da evangelização. O tempo passou, e o mesmo caminho que a levou a trouxe de volta, ao convívio familiar. Sua presença serena e dedicada superava a fragilidade que os anos lhe impuseram. E, até o fim, a “Irmã Fortaleza” manteve-se lúcida e dedicada aos seus. “Deus vê o segredo de nossos corações. Quanto mais próximos d’Ele, mais intensamente o calor desse amor vai nos tornando puras e santas. É uma chama viva, escondida em nós.” O seu lema era o AMOR ao próximo, a caridade. Tinha um bom coração, era honesta, sincera e sempre agradecida. Irmã Veramaria foi uma pessoa muito especial pelo modo carinhoso em lidar com as pessoas. Por onde passou, marcou com sua vida e dedicação. Durante o tempo em que esteve no Rio de Janeiro, ela acompanhou as missionárias vindas de Angola, que passavam por lá quando iam de férias para seus países de origem ou para dar entrada na documentação. Muitas vezes, chegavam doentes, e a Ir. Veramaria as encaminhava para tratamento ou ela mesma cuidava delas em casa. Tinha um grande amor pela missão em Angola, fundada quando estava como coordenadora de nossa Província. Ela recebia no Convento as irmãs que para lá eram designadas e organizava o material que precisava ser enviado. Foi uma presença incansável e colaborou de tal maneira que, de alguma forma, era como se ela também estivesse indo nessa missão. Quando uma irmã ficava doente, cuidava dela com muito empenho e carinho, encaminhando para os devidos tratamentos e dando acompanhamento espiritual. Era muito talentosa e tinha um ouvido muito afinado para a música. Ensaiava com perfeição para os grandes acontecimentos das comunidades por onde passou. Esmerava-se por uma liturgia bem cantada e belas apresentações em nossas festas especiais. Por onde passou, o ambiente de trabalho era de muita organização. Era pessoa muito profunda na experiência de Deus e amava muito a Congregação e, por ela, deu a vida em nossa Província nos vários desafios dos novos tempos. Pensar na Ir. Veramaria é acolher o amor de Deus presente em sua vida de dedicação que marcou nossas vidas de uma maneira muito especial. Assim se expressa uma das irmãs: “Eu sou muito grata por tudo o que ela fez. Nunca ouvi a Ir. Veramaria se lamentar, estava sempre agradecida por tudo. Era acolhedora, compassiva, misericordiosa e justa. Sabia organizar um ambiente agradável para as irmãs se sentirem bem. Foi sempre muito humana com as irmãs da comunidade, respeitosa e compreensiva. Mesmo fraquinha, colaborava sempre na comunidade, preparando as orações e participando da liturgia diária com muito amor, carinho e dedicação. Sempre foi prestativa e caridosa para com todas as pessoas que se aproximavam. Com tudo isso, aprendi muito com seu exemplo de vida. Ela sempre tinha uma boa palavra de ânimo e muito amor à Congregação e à Província. Cultivava o bom humor, a alegria e se fazia presente nos sofrimentos e na dor das coirmãs. Procurava ajudar e se colocava no lugar da outra, era sensível e se compadecia com a dor do próximo. Ela agia com prudência, sabedoria e bondade. Estava sempre em oração, rezava muito. Sempre dizia que estava se preparando para a eternidade. Que ia tirar isso mais aquilo, que não precisava mais… Que ia deixar apenas as coisas de seu uso pessoal e, aos poucos, foi se despojando materialmente. Isso me fez refletir muito, e é uma verdade: só Deus basta, o resto é tudo bobagem! Aprendi da Ir. Veramaria esse desapego total das coisas materiais; deixar tudo, despojar-se totalmente. Aí fica uma pergunta: o que devo deixar? O que estou buscando? O que vou levar? Obrigada, Ir. Veramaria, pelo seu testemunho e seu exemplo de despojamento. Interceda a Deus por nós junto de Deus.”