Eucaristia: compromisso fraterno e solidariedade

A celebração eucarística prolonga-se no encontro com o mundo das pessoas famintas de pão, de carinho, de ternura, de dignidade, de justiça, de fraternidade, de comunidade. No TBT desta semana, revisitamos a reflexão do Pe. Mariano Venzo, missionário do Verbo Divino. Confira!
Para nunca parar de jorrar

No TBT desta semana, reapresentamos a reflexão de Maria José Brant (Deka),
marcando o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março. Veja!
Deus em nós

Todas as pessoas têm algo que as anima, que lhes dá vida: Deus, que está dentro delas. Quando reconhecemos essa presença amorosa e criativa no outro, vamos criando uma relação, vai acontecendo um “re-ligar”, um “re-conectar”, um fazer ponte com Deus, uma comunhão de vida com ele. No TBT desta semana, revisitamos a reflexão da Ir. Ilca Maria Hendges, coordenadora das SSpS da Província Brasil Sul.
Memórias de um buraco na parede

Ingenuamente, peguei prego, martelo, um cartão-postal e pendurei um “quadro na parede”. Minha mãe não gostou. Tentei resolver. Tirei o prego, mas ficou um buraco na parede. Essa catequese sobre o sacramento da penitência permaneceu sempre gravada em minha memória. No TBT de hoje, veja a reflexão do professor Reinaldo Milek Marques.
Obesidade infantil: será o novo mal do século?

Segundo dados do IBGE, antes da pandemia de covid-19, a obesidade afetava 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos. Entre os menores de 5 anos, o índice de sobrepeso era de 14,8%, sendo que 7% já apresentavam obesidade. No TBT de hoje, revisitamos o artigo da nutricionista Dyane Corrêa, que faz importantes alertas sobre o problema. Confira!
Escutar com o ouvido do coração

O Papa Francisco propõe, em sua mensagem para o 56º Dia Mundial das Comunicações, que fixemos a atenção no “escutar”, atitude decisiva na comunicação para um diálogo autêntico. Estamos perdendo, no dia a dia, a capacidade de ouvir a pessoa que está à nossa frente. Ao mesmo tempo, damo-nos conta de que vivenciamos um novo e importante desenvolvimento no campo comunicativo e informativo (podcast e chat áudio), evidenciando que a escuta continua essencial para a comunicação. Ao ser perguntado a um terapeuta qual a maior necessidade do ser humano, respondeu: “O desejo ilimitado de ser ouvido”. O desejo de escutar é o que interpela a todos os que se sentem chamados a ser educadores, formadores, pais, professores, agentes de pastoral… Escutar com o ouvido do coração Na Bíblia, a “escuta” está intimamente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade: “Shemá, Israel = escuta, Israel” (Deuteronômio 6,4). São Paulo, na Carta aos Romanos (10,17), afirma que “a fé vem da escuta”. A iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-o. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegia o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto, deixando o ser humano mais livre. A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Deus ama a pessoa: por isso lhe dirige a Palavra, “inclina o ouvido” para escutar. Nós, seres humanos, tendemos a fugir da relação, a virar as costas, “fechar os ouvidos” para não ter de escutar. Essa recusa de ouvir pode, muitas vezes, transformar-se em agressividade sobre o outro. O Senhor nos chama a uma aliança de amor, para que nos tornemos, plenamente, imagem e semelhança de Deus na capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. A escuta é uma dimensão do amor. Por isso Jesus convida seus discípulos e nós a verificarmos a qualidade da escuta: “Vede, pois, como ouvis” (Lucas 8,18), sugerindo que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração “bom e virtuoso” e a guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lucas 8,15). Somente prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos, como ouvimos, cresceremos na arte de nos comunicar bem. É a “capacidade do coração que torna possível a proximidade” (Papa Francisco, Evangelii gaudium, 171). A escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas no coração: “Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração”. A escuta como condição da boa comunicação O que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro, com abertura leal, confiante e honesta. Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera de que o outro acabe de falar para impor nosso ponto de vista. Na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se, ambos, “em saída”, tendendo um para o outro. A escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Antes de se comunicar, é preciso escutar. O cardeal Agostinho Casaroli, perito da Santa Sé, falava de “martírio da paciência”, necessário para escutar e fazer-se escutar. A escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de deixar-se surpreender pela verdade da pessoa a quem escutamos. Escutar-se na Igreja O ato de escutar é o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. “Devemos escutar através do ouvido de Deus, se quisermos falar através de sua Palavra. O primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa, deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus” (Bonhöfffer). Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. Devemos escutar antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago (1,19): “Cada um seja pronto para ouvir, lento para falar”. Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade. Para saber mais: Mensagem para o 56º dia Mundial das Comunicações Sociais – Papa Francisco. Roma, 24 de janeiro de 2022. [LINK: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/20220124-messaggio-comunicazioni-sociali.html] Irmã Hermelinda Maria Ruschel, SSpSCoordenadora do Comidi (Conselho Missionário Diocesano) – Diocese de Ponta Grossa-PR, membro da Equipe de Comunicação SSpS Brasil.
Paz e Guerras: O Dilema da Convivência Humana

Em dezembro de 2017, a Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou 16 de maio como o Dia Internacional da Convivência em Paz. A UNESCO ressalta que a cultura de paz elimina todas as formas de discriminação e intolerância, permitindo assim o desenvolvimento dos seres humanos de acordo com suas habilidades e capacidades. Não há dúvidas de que a paz é um dos sentimentos mais desejados pelos seres humanos. Paradoxalmente, seu estabelecimento nas relações humanas e institucionais ainda é um desafio colossal que enfrentamos. No início de 2022, todas as nações acompanharam apreensivas a entrada das forças armadas russas no território ucraniano. Diariamente, nos noticiários, vemos o que o interesse por regiões estratégicas e as disputas de poder têm ocasionado nas vidas de milhares de pessoas de ambas as nacionalidades. Outros conflitos paralelos, com consequências equiparáveis às populações locais, mas sem destaque nas lentes da grande mídia, ocorrem em vários pontos do globo, principalmente nos países mais empobrecidos. No Brasil, no mesmo ano em que a ONU declarou o Dia Internacional da Convivência em Paz, as estatísticas mostravam que, a cada 23 minutos, um jovem negro era assassinado. Outro dado alarmante vem da Fundação Oswaldo Cruz. O Mapa de Conflitos Ambientais, elaborado por ela, mostra que o Brasil contabiliza 615 conflitos ambientais em 12 anos. Essas realidades, entre inúmeras outras, tanto no nível macrossocial quanto no micro, desafiam-nos constantemente na construção da cultura da paz. Imersos na sociedade pós-moderna, com uma lógica cada vez mais competitiva e individualista, muitas vezes, passamos do sentimento da impotência à indiferença, naturalizando os fatos. O que fazer diante desses fatos? Hannah Arendt, filósofa que viveu em meio aos horrores do nazismo, deixa-nos uma lição importante. Para ela, a conciliação das diferenças, capaz de garantir uma boa convivência humana, evitando os conflitos, é possível pela ação comunicativa. Isso pressupõe um diálogo enraizado na ética e no respeito ao outro, evitando qualquer forma de mentira e manipulação. Quando o espaço do debate e do respeito é ameaçado, surgem a violência e a guerra, afirma Arendt. Esse pensamento de Hannah Arendt é fonte de inspiração para nossas relações humanas, em todos os espaços. A paz é uma construção, e todos temos responsabilidade nessa empreitada. Isso significa que, mais do que um desejo abstrato, a paz pressupõe uma ação consciente, um esforço pessoal e coletivo. Cabe-nos, portanto, perguntar: estou disposta(o) a dialogar com o diferente em busca do bem comum ou prefiro o uso da força (do autoritarismo) para impor minhas vontades e satisfazer a meus interesses? Enfim, como minhas atitudes estão impactando o mundo: estou alimentando a cultura da paz ou os conflitos e guerras? Como percebemos, a paz está ao alcance de todos. Que tenhamos a ousadia de sempre optar por ela! Irmã Stela Martins, SSpS, graduanda no curso de Ciências Sociais.