Montes e montanhas: onde está nosso tesouro?

O Dia Internacional da Montanha é celebrado em 11 de dezembro. Narrativas e parábolas, tanto no Antigo e como no Novo Testamento, mostram o lugar sagrado que as montanhas ocupam em nosso espírito. Esse é nosso ponto de partida, e a jornada procura conectar questões importantes para nosso tempo. Veja o artigo da professora Marli Teresinha Everling.
Rede de Educação SSpS realiza encontro de lideranças

Entre os dias 23 e 25 de março, o Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, acolheu mais um encontro das lideranças da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). A abertura, na quinta-feira, foi marcada pela celebração e posse do novo diretor-geral da Rede de Educação, João Carlos Martins. A oração, conduzida pelas irmãs, foi linda e emocionante, um momento de acolher o novo, mas também de relembrar e agradecer por tudo o que foi conquistado até agora. No jantar, também recebemos o novo diretor do Colégio Stella Matutina (Juiz de Fora-MG), Edgard Humberto, e rezamos pela recuperação de nossa querida Clarice, diretora do Colégio Espírito Santo (São Paulo-SP), que esperamos estar conosco novamente, em breve. Na sexta-feira, 24 de março, iniciamos o dia na nova sala de reunião. Apresentamos os dados de sustentabilidade das escolas da Rede. A frase de abertura de João Carlos foi: “Sustentabilidade é uma forma de realizar os sonhos e se constrói com muitas mãos”. Essa foi a primeira vez que contamos com a presença das diretoras dos centros educacionais, e como isso engrandeceu nosso encontro! Nesse momento de discussões e partilhas, percebemos que, apesar das diferentes cidades e realidades, escolas, centros educacionais, nós temos em comum muito trabalho. No sábado, 25 de março, último dia de encontro, a meu ver, foi a “cereja do bolo”. Foi um dia que encheu meu coração ao conhecer o trabalho no Centro de Integração do Migrante (CIM), tendo à frente a irmã Malgarete. Foi uma emoção sem tamanho ver de perto o trabalho missionário incrível com os migrantes que chegam a São Paulo. Experiência oportuna que nos enche de gratidão, certeza e sentimento de um novo olhar para a vida, compartilhado por todos do grupo. Finalizamos nosso encontro em uma visita ao Colégio Espírito Santo, com um belo acolhimento de toda a equipe da escola, preparado por Priscila, gestora administrativa da unidade. Foi muito bonito ver o cuidado em cada canto, em cada detalhe da escola. Assim, o encontro teve seu fim com um olhar para o futuro, traçando metas claras e objetivas, e estudando temas pertinentes, atuais, que serão discutidos ao longo do ano, como a excelência pedagógica, a multiculturalidade e currículo missionário como base de nosso fazer educativo. Tudo isso para mostrar que nossas escolas permanecem mais vivas que nunca. Natalia Oliveira MendesGestora administrativa do Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG.
Irmã Mansuetis: uma estrela a brilhar

Não teria outro adjetivo para nossa querida irmã Mansuetis: estrela. E hoje… a brilhar. “Mansu”, como eu a chamava carinhosamente, orou por nós durante toda a sua vida. E agora, na eternidade, continua orando. Uma vida dedicada à evangelização. Quanto amor nossa “Mansu” dedicou às crianças da catequese do Colégio Imaculado Coração de Maria (CICM), onde trabalhamos juntas, construindo uma história de vida, no carisma missionário das irmãs servas do Espírito Santo, congregação de sua vida religiosa e minha, como missionária leiga e professora do CICM. Muito detalhista em cada situação… Na preparação dos encontros, nas mensagens de aniversário, na cruz que ela pacientemente fazia com o ramo do Domingo de Ramos. Para todos os momentos, trazia no coração uma palavra e na boca um sorriso. A Eucaristia era seu alimento diário, na missa da Basílica do Coração de Maria, aonde íamos, bem cedinho, antes de iniciarmos a jornada de trabalho no Colégio. Rimos juntas, choramos juntas. Minha gratidão a Deus por ter me dado a alegria de conviver com a Mansu, pessoa forte, crítica, exigente, muito à frente de seu tempo e generosa, com um coração tão grande que não sei como lhe cabia no peito. Veja, a seguir, alguns depoimentos de quem conviveu com a irmã Mansuetis. Seriam muitos mais, tantos que não caberiam aqui… Cruz que todo ano ela fazia com o ramo e nos oferecia. Nanci Reis Queiroz AfonsoColégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ Missionária no mundo da Educação Natural do Maranhão, irmã Mansuetis, Edmée Santanna, carinhosamente chamada de “Mansu”, nasceu em 10 de abril de 1928. Em 1957, professou os primeiros votos na Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo. Sua missão se deu sobretudo na área da Educação, e boa parte de seu ministério foi exercida no Colégio Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro-RJ, atuando na pastoral escolar. Nos últimos anos de sua vida, ela viveu no Convento Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. Após 64 anos de vida religiosa, Ir. Mansuetis faleceu em 12 de abril de 2021, dois dias depois de completar 93 anos. Como herança, deixou um profícuo trabalho de evangelização e muitas saudades. Boas recordações A irmã Mansuetis acompanhou minha infância e parte da minha adolescência. Instruiu-me na fé, na minha vida religiosa, desde a catequese. Infelizmente não esteve comigo na minha crisma, devido à pandemia, mas guardarei no coração a chamada de vídeo em que me parabenizou e animou. Ela sempre tinha para mim um sorriso no rosto, independente do momento, e trazia luz pra minha vida com suas atitudes carinhosas ou palavras de conforto. Irmã Mansuetis deixou sua marca na minha vida, na vida de todas as pessoas que conviveram com ela e no mundo!Juliana Bonfin A irmã Mansuetis foi a responsável pelas minhas aulas de catequese e lembro como se fosse hoje o que ela me disse na celebração: “Deus não lhe deixará faltar algo na sua vida”. Desde então, a irmã se tornava, a cada dia que se passava, uma ótima inspiração para mim. Ela me ajudou a estudar e superar minhas dificuldades a cada dia no ano letivo. Fico triste pela sua partida e mais triste ainda por muitas crianças e alunos que, infelizmente, não chegaram a conhecê-la. Lembranças e memórias são aos montes, ao lado dessa senhora. Lembro-me que, certo dia, ela quebrou o braço. Ela me contou que desceu a rua Coração de Maria de skate (risos). Hoje ela se tornou um anjo ao lado de Deus e em meu coração!Guilherme Solidade Meu filho Gabriel, nos primeiros dias de escola, quando entrou para o CICM, com 2 aninhos, na adaptação, chorava muito. E eu no pátio, tentando distraí-lo. Vi que a irmã Mansuetis veio andando em nossa direção, e ele saiu correndo, todo feliz, gritando “Olha a Mãezinha do Céu!”Cristiane Rajão Irmã, muito obrigado por todos os ensinamentos e momentos durante a nossa convivência. Sou infinitamente grato por tudo o que passamos nesses anos incríveis ao seu lado.Gabriel Rajão, Catequese CICM Conviver com a irmã foi mais do que uma convivência da vida. Foi um privilégio. Irmã Mansuetis, muito obrigada por todo o carinho e todo o apoio que sempre me deu, obrigada por ser tanta inspiração, e hoje me lembro de você como uma mulher batalhadora, amada, com um coração que não cabia no peito e muito mais que especial. Onde quer que esteja, sempre estaremos juntas, sempre com muitas lembranças boas, ao me lembrar de você no meu coração. Obrigada irmã! Para sempre, sua Luizinha!Maria Luiza Thiele, Catequese CICM Todos os que estudaram no CICM e CNSP a conheciam e sempre se lembrarão dela. Falo isso, pois eu mesmo me recordo de quase tudo o que vivi ao lado dela: as frases de carinho que ela dizia durante a catequese e todos os abraços que ela me dava sempre que me via. Sempre vou me lembrar dela por todo o amor e carinho que ela dava para quem a conhecia.Guilherme Rajão Convivi com a irmã Mansuetis na Catequese, no CICM. Era muito legal com a gente. Ela nos ajudava em todos os momentos. Ela vai fazer muita falta, mas estamos com as lembranças. Só queria agradecer por ela ser bem legal e feliz com todos nós. Com carinho,Marina Gonçalves Quaranta Irmã Mansuetis, grande missionária que marcou nossas vidas. Em vários momentos, foi tão especial que não deixava os problemas sem solução. Querida irmã, chegou sua hora. Com certeza, Deus está muito feliz por tê-la a seu lado. Descanse em paz! ?Ana Maria Mantuano Tive o privilégio de trabalhar e conviver com a irmã Mansuetis no CICM e, naquele período, pude observar em nossas conversas a pessoa forte, inteligente, amorosa e muito, muito generosa que ela era. Jeito doce e meigo, voz mansa e, como ela dizia, Mansuetis de Mansidão. Querida irmã Mansuetis, nossa “pequenina”, todo o meu respeito e admiração, carinho e gratidão. Descansa em paz! Cuida de todos nós!Simone Ghelli Irmã Mansuetis, um dia você contou a história da santa do dia do meu aniversário. Depois
Missão em Juquitiba continua…

Na vida missionária, tão importante quanto iniciar uma missão, é saber a hora de entregá-la aos outros. Assim se deu com a comunidade das missionárias servas do Espírito Santo de Juquitiba-SP, após 33 anos de presença evangelizadora no Município localizado na Região Metropolitana de São Paulo. Irmã Elisabeth Plattner e Ir. Anastásia M. Krohling, em um misto de saudade e de gratidão pela missão cumprida, compartilham um pouco do “tempo em Juquitiba”. Ambas trabalharam em diferentes períodos, mas sempre atuando na área de saúde integrativa, com o objetivo de “ajudar as pessoas a tomarem a saúde em suas próprias mãos”, conforme explica Ir. Beth, como é mais conhecida. Antes de começar a pastoral da saúde, Ir. Anastásia recorda as visitas às famílias, tanto na cidade como também nos bairros do interior. Para resgatar o conhecimento que o povo tinha em relação ao uso de ervas medicinais, especialmente no uso de chás e tinturas, ela e a Ir. Beth organizaram cursos e atendimentos individuais. Em consequência, “muitas pessoas mudaram seu estilo de alimentação”, enfatiza Ir. Beth, relatando a importância de uma nutrição correta para uma vida saudável. Para que as pessoas conhecessem as propriedades das ervas e a variedade de verduras e legumes, as irmãs ampliaram a horta no quintal da própria casa e, na calçada, colocaram uma mesa com mudas, para que as pessoas as plantassem nas próprias casas. “Essa doação foi um legado que nós deixamos”, afirma Ir. Beth. Núcleo de Saúde Madre Teresa de Calcutá Na Pastoral da Saúde formaram uma equipe de leigos que lideravam ativamente a missão, com a orientação das irmãs. Regularmente os membros da pastoral visitavam os doentes, organizavam as missas dos enfermos e faziam encaminhamentos para outros profissionais de saúde. A pedido do pároco de São Lourenço da Serra, Município vizinho de Juquitiba, Ir. Beth iniciou, em 1998, a Pastoral da Saúde. O primeiro passo foi realizar um curso de fitoterapia. A partir daí, 15 pessoas se prontificaram a iniciar um trabalho de atendimento para as pessoas interessadas em melhorar e fortalecer sua saúde. Assim surgiu o Núcleo de Saúde Madre Teresa de Calcutá que, nos anos seguintes, promoveu inúmeras formações sobre tratamentos, como massagens, reiki, acupuntura sistêmica, terapia craniossacral, florais de Bach e de Minas, limpeza de ouvido com cone de cera, constelação familiar, entre outras. “Jesus sempre se preocupou com a saúde física e espiritual das pessoas. Para Ele, era fácil curar: um toque, uma palavra… Exigia apenas a fé da pessoa. Para nós, curar exige empenho, amor e perseverança”, afirma Ir. Beth, que é enfermeira. Nestes anos todos de missão, utilizando as terapias integrativas e complementares, as irmãs ajudaram muita gente a encontrar a cura. “Perto de nossa casa organizamos grupos de oração. Nós nos encontrávamos principalmente na Semana Santa e na novena de Natal”, conta Ir. Beth. Muitas pessoas se sentiam em casa na comunidade das irmãs e iam visitá-las para conversar, pedir orações e rezar na capela. Às vezes, passavam apenas para cumprimentar. “A casa tinha muito movimento”, lembra Ir. Anastásia. Desde 1987, muitas irmãs passaram por Juquitiba e deixaram sua contribuição para a missão. Durante um tempo, lá também foi casa de formação para as jovens que ingressavam na Congregação. Nos últimos anos, além da Ir. Anastásia e Ir. Beth, também Ir. Helena Suzana Christo morou na comunidade. Ela dividia seu tempo com a Casa São José, que cuida da recuperação de jovens dependentes químicos, e suas atividades com a Pastoral Carcerária e a CRB da Diocese de Campo Limpo. Mais recentemente, ela mudou para a Comunidade da Cohab Adventista, na Região Sul de São Paulo-SP, assumindo a coordenação das duas comunidades. Gratidão a Deus e ao povo Com a idade avançada, 86 e 87 anos, e problemas de saúde que foram se agravando, Ir. Anastásia e Ir. Beth perceberam que já era momento de deixar Juquitiba. Foi uma decisão tomada com tranquilidade e que já vinha sendo preparada havia mais tempo. Atualmente, elas vivem na comunidade do Convento Santíssima Trindade. Irmã Anastásia trabalhou quase 20 anos em Juquitiba e, para ela, não foi fácil deixar a comunidade e o Núcleo de Saúde Madre Teresa de Calcutá. “Sou grata a Deus e ao povo, principalmente às pessoas que nos ensinaram a viver mais autenticamente a nossa fé”, expressou com emoção. Depois, citando as palavras de São Paulo, acrescentou: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4,7). Para Ir. Helena, o mais importante na missão é formar lideranças que possam dar continuidade ao trabalho e, em Juquitiba, os leigos assumiram as atividades pastorais e sociais ligadas à paróquia. Um dos motivos que dão tranquilidade e alegria às irmãs ao deixarem Juquitiba é que a missão do Núcleo de Saúde Madre Teresa de Calcutá continua com 25 terapeutas, e a casa onde estavam será usada para a recuperação de jovens dependentes químicos da Casa São José. “Assim, nossa missão está continuando” afirma Ir. Helena, com gratidão, lembrando também todas as irmãs que participaram na missão na comunidade.
SSpS: 118 anos de presença missionária no Brasil

No dia 20 de agosto, as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) recordam a chegada das seis primeiras irmãs ao Brasil, em 1902. Naquela época, com apenas 13 anos de fundação, a jovem Congregação experimentava uma vitalidade missionária extraordinária. Fundada em Steyl, na Holanda, já havia enviado missionárias para Argentina (1895), Togo (1897), Papua-Nova Guiné (1899) e Estados Unidos (1891). A disposição de vir para o Brasil partiu do próprio fundador, Santo Arnaldo Janssen. Após muita oração e discernimento, ele decidiu pelo envio do grupo pioneiro. Madre Josefa era a Superiora-Geral e ajudou a preparar as irmãs. Eram elas as irmãs Walburgis, Laurência, Bonifácia, Crescência, Regina e Córdula. O objetivo principal das missionárias na América Latina era reavivar a fé nas famílias cristãs. No Brasil, havia também a grande necessidade de escolas. Por isso, as irmãs já vieram focadas em iniciar um colégio, a partir do qual poderiam estar em contato com muitas pessoas. É surpreendente a coragem das primeiras missionárias. Em janeiro de 1903, poucos meses após a chegada, ainda mal falando o português, deram início a uma escola que depois viria a se tornar o Colégio Stela Matutina, em Juiz de Fora-MG. Depois delas, outras irmãs foram chegando, não somente para as escolas, mas também para trabalhar em hospitais e nas pastorais. Muito rapidamente, espalharam-se pelo Brasil, assumindo diferentes frentes missionárias, especialmente em locais onde as necessidades eram maiores. Em 1963, quando decidiram estabelecer uma segunda província no Brasil, já somavam um total de 461 irmãs, entre missionárias vindas da Europa e irmãs brasileiras. Sempre atentas aos apelos do Espírito Santo, as missionárias SSpS acompanharam as grandes transformações pelas quais passou a Igreja, com o Concílio Vaticano II e as conferências de Medellín e Puebla. Foram ao encontro dos mais pobres nas periferias das grandes cidades e para o interior, nos locais onde a Igreja ainda não estava devidamente estabelecida. Desde então, marca presença também com populações indígenas. Atualmente, o número de missionárias SSpS no Brasil está em torno de 200, organizadas nas províncias Stela Matutina (Estados de São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e Divina Sabedoria (Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Amazonas e Roraima). Um aspecto marcante da Congregação, e que sempre esteve presente nestes 118 anos no Brasil, é a interculturalidade. No início, isso se dava pela presença de irmãs europeias e brasileiras. Atualmente, a variedade cultural está crescendo, com a chegada de irmãs de outros continentes, especialmente da Ásia. O compromisso com a vida e a busca de construir comunhão se fortalecem com as práticas cotidianas de “Justiça, Paz e Integridade da Criação”, conhecidas pela sigla Jupic, e que fazem parte do estilo de vida das missionárias. Concretamente, significa que as irmãs priorizam o cuidado com a ecologia, defendem os direitos humanos e os grupos menos favorecidos, assumem as principais causas sociais e promovem uma cultura de paz, fundamentadas nos valores do Evangelho. Os campos de missão são muito diversificados em cada uma das províncias. Mas, ao viverem o carisma missionário e a espiritualidade trinitária, seja qual for a obra social, educacional, pastoral ou da área da saúde, as irmãs sempre buscam vivenciar o lema de nossa congregação “Viva Deus Uno e Trino em nossos corações e nos corações de todas as pessoas”. Irmãs SSpS Brasil Norte em sua história…
No amor do Espírito Santo…

Hoje, domingo de Pentecostes, nós, missionárias servas do Espírito Santo, queremos expressar nossa alegria por todos vocês que rezaram conosco a Novena de Pentecostes. Para nós, foi muito significativo o grande número de pessoas que se uniram a nós, rezando pelo Facebook ou por nosso blog a mesma novena que rezamos em nossas comunidades. Por isso cada uma das nossas comunidades enviou uma pequena mensagem em vídeo, para desejar feliz Pentecostes, na esperança de que todos se sintam confortados e fortalecidos neste período de tantos sofrimentos. Estas são as nossas comunidades que vocês verão no vídeo: Comunidade do Convento Santíssima Trindade – São Paulo-SPComunidade do Santana – São Paulo-SPComunidade Santo Arnaldo / Brás – São Paulo-SPComunidade do Colégio Espírito Santo – São Paulo-SPComunidade da Cohab Adventista – São Paulo-SPComunidade N. Sr.ª Aparecida – Rio de Janeiro-RJComunidade Madre Maria e Madre Josefa – Belo Horizonte-MGComunidade Madre Theresia Messner – Palmas-TOComunidade de Abreulândia – Abreulândia-TO Rede de Educação Também a Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, com a participação de alguns professores, gravou um vídeo e compartilhou no Youtube com uma mensagem de Pentecostes em formato Collab. Assista e compartilhe! “A mesma força que nos leva a cantar é a força que nos impulsiona a fazer o bem, a ter fé e buscar a justiça. Essa força é o Espírito Santo de Deus que abre nossos corações, seus devotos. Que seus dons nos iluminem e nos tornem criativos nessa Festa de Pentecostes, para superarmos esse momento de pandemia e nos solidarizarmos com as pessoas que tanto precisam, em todo o planeta.” Feliz Pentecostes! Participaram da gravação os professores Geraldo Célio Andrade, do Colégio Sagrado Coração de Jesus, Belo Horizonte-MG; Kenio Fuke, do Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP; Carlos Renato da Silva Vieira e Anna Paula Behrend, do Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ; Thais de Oliveira Braga e Niara, do Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG; e Agostinho Travençolo Júnior, Coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação.
Uma comunidade para amar e servir

Na Comunidade Madre Maria, em Belo Horizonte-MG, vive um grupo de missionárias servas do Espírito Santo, quase todas octogenárias e muito animadas. As dificuldades próprias da idade não as impedem de continuar a missão. Cada uma assume, de acordo com suas possibilidades, o trabalho que consegue fazer na comunidade e ainda marcam presença na paróquia, na visita aos enfermos no hospital e no serviço aos mais pobres. Neste vídeo, você terá uma ideia de como vivem as irmãs, em seu cotidiano de serviço, oração e convivência entre elas e com outras pessoas. Elas expressam, com alegria, como são missionárias nesta etapa da vida e como buscam amar e servir nas pequenas coisas de cada dia. Assista e deixe-se surpreender.
Transformando vidas no Taquaril

As missionárias servas do Espírito Santo estão no bairro do Taquaril, na Região Leste do Município de Belo Horizonte, desde o início da década de 1990, poucos anos após o surgimento do bairro, em 1986. Apesar de ser uma área muito bonita, rodeada pela Serra do Curral, o Taquaril já foi considerado uma das regiões mais pobres do Brasil e a maior periferia da capital mineira. Sua população, em sua maioria, vinda do interior do Estado, precisou enfrentar muitos problemas sociais, além da violência, conflito entre gangues e tráfico de drogas. Graças ao trabalho dedicado da Igreja local e o empenho da população, muitas melhorias foram alcançadas. Exemplo disso é a presença da missionária polonesa Ir. Matilda Gorus. Quando ela chegou ao bairro, não havia praticamente nenhum serviço de atendimento à população. Então ela foi perguntando ao povo qual era a maior necessidade, e as famílias disseram que queriam uma creche, para deixar as crianças e, assim, permitir que as mães pudessem trabalhar. A Creche Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ligada à Paróquia São Gabriel, teve início em 1996 e vem transformando a vida das crianças e da população. Neste vídeo, você conhecerá um pouco da missão de Ir. Matilda no Taquaril e também verá o depoimento de alguns moradores da comunidade. Eles, incluindo o padre e um pastor evangélico, falam sobre a dedicação e o amor que a missionária tem para com aquele povo. Confira.
Conheça a Comunidade Santana: a missão em outra perspectiva

A Comunidade Santana, em São Paulo-SP, é composta por dezoito irmãs servas do Espírito Santo e uma leiga. Segundo a irmã Monika Kopf, sete das religiosas são cadeirantes e quatro precisam de cuidados dia e noite. Essa é uma das características da casa que acolhe missionárias que já trabalharam muito ao longo da vida. “Elas cuidaram tanto e agora têm o carinho de serem cuidadas”, diz a fisioterapeuta Jéssica Aline de Oliveira. Mas se engana quem pensa que as irmãs da comunidade levam uma vida monótona. Com a ajuda de profissionais, elas participam de atividades de formação, trabalhos manuais, exercícios físicos, confraternizações. “Nós acompanhamos tudo o que acontece na Congregação. Todos os informativos nós lemos, refletimos, comentamos”, conta a irmã Monika. Ela acrescenta que todas continuam sendo missionárias. Pela oração, apoiam evangelizadores e evangelizadoras de todo o mundo. Assista ao vídeo e conheça mais sobre a Comunidade.
Presença missionária junto ao povo Akwẽ Xerente

No início de 2018, retornei à missão junto ao povo Xerente e logo me tornei um dos membros do NIPAX (Núcleo de Intercâmbio do Povo Akwẽ Xerente), assim como outros apoiadores: Ir. Sílvia, Thêkla Maria Wewering, SSpS, e Pe. Martins Rodrigues Putencio. O grupo é formado por lideranças masculinas e femininas xerentes, pelo qual buscamos refletir e agir conjuntamente, no que se refere a questões fundamentais (terra, cultura, identidade, autonomia) para a sobrevivência como povo. Neste ano, o nosso trabalho está voltado para os seis clãs dessa etnia. Realizamos ações como articulação e organização sobre a questão dos clãs, em vista da realização de um congresso sobre os clãs, entre os dias 1º e 5 de junho de 2020. Percebemos que as identidades culturais, suas tradições estão se perdendo. Por isso o grupo NIPAX pensou em realizar o I Congresso do Povo Xerente, cujo objetivo primeiro é uma reorganização interna dos xerentes como povo Akwẽ, a fim de que possam reunir-se em clãs e tomarem algumas decisões importantes para a preservação de suas culturas. Acredito que será um momento de conscientização, comprometimento e de um despertar para se firmarem como um povo. Será de grande importância principalmente para os jovens xerentes. A minha presença como missionária serva do Espírito Santo inserida na realidade xerente é de uma partilha na vida das aldeias; de luta ao lado deles, de incentivo nos trabalhos para o autossustento. No momento atual, estou comprometida em apoiá-los, dando o meu testemunho de consagrada, que acredita na vida e que devemos cuidar dela e preservá-la, ainda mais dentro de um território onde a vida sofre constantes ameaças, por pressões externas, como o agronegócio (com os desmatamentos e agrotóxicos), os grandes projetos hidroelétricos com os impactos ambientais e outros. Para isso incentivamos as comunidades no plantio das roças de mandiocas e de grãos, pois, além de não faltar o alimento, terão como contribuir na alimentação nos dias do congresso. Entre um trabalho e outro, participo de algumas aulas da língua xerente, ministrada pelo professor Nelson Praze Xerente, membro também do NIPAX. O aprendizado do idioma será importante para a interação com todos da comunidade Akwẽ Xerente. Espero que, ao término do congresso, os indígenas estejam mais fortalecidos e conscientes com relação à identidade e sua autonomia como povo Akwẽ Xerente, para construírem juntos sua história de vida. Participar desse processo de preparação do congresso está sendo para mim um aprofundar no aprendizado da cultura e do modo de vida do povo Akwẽ bem como experienciar o quanto está sendo importante acolher e valorizar cada expressão de vida nas aldeias visitadas, e também poder partilhar com eles a alegria, a fé, a minha entrega amorosa a Cristo entre os xerentes. Por isso destaco Aquele que nos trouxe a vida, a causa de nossa missão: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Irmã Maria Leonice Neves é missionária serva do Espírito Santo, pós-graduada em Pedagogia Social com o tema “A atuação das mulheres indígenas xerentes na sua cultura”.