As missionárias são como as buganvílias do mundo

As buganvílias são flores lindas, delicadas e, apesar de estarem no mundo todo, identificaram-se com a luz latina, o sol e o calor de nossa região. Fazem presença em muitos lares brasileiros, em nosso jardim. E por mais discretas que sejam, não passam despercebidas: são fortes, destemidas e trazem uma potência em cor. A metáfora é perfeita: uma flor missionária, irmãs missionárias. Em 2002, o Santo Padre João Paulo II escreveu às missionárias servas do Espírito Santo por ocasião de seu Capítulo-Geral: “O mundo tem necessidade de testemunhas”. Essa frase sintetiza a necessidade e a importância de que essa obra ganhasse o mundo, tomasse o globo, levando a Palavra de Deus em forma de missão: fortes, destemidas e com uma grande presença. Como as buganvílias, metaforizando a experiência da missão, a experiência marcante entre a discrição e a presença. Presença essa em todo o País, cujo tempo, ao longo dos anos, marcou datas emblemáticas que precisam ser comemoradas como uma graça ao duplo encontro: encontro das missionárias com a própria missão. Esse é o caso de uma das mais importantes obras no Brasil: o Colégio Sagrado Coração de Jesus de Belo Horizonte, Minas Gerais. Um augusto baluarte das terras mineiras, testemunha, como disse o Santo Padre, da história de uma cidade que nasceu planejada, elegeu presidentes e transborda buganvílias durante todo o ano. Dia 8 de dezembro de 2021. Nós, mineiros, belo-horizontinos e missionários, comemoramos juntos os 110 anos deste importante Colégio. Com preparativos que se estenderam durante todo um ano, os festejos desse marco histórico, dessa importante data, mais uma vez, lumiaram, em boas lembranças e afeto, uma manhã de quarta-feira. Banda da Polícia Militar, missa na capela, bênçãos e pedidos fervorosos para mais que o dobro de anos. Ex-alunos, ex-professores, ex-funcionários em congraçamento com o tempo de quem foi e o tempo de quem está. Irmãs de mãos dadas com crianças, cantando a música de Milton Nascimento: “E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir: amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor”. Uma manhã especial, uma data especial! Havia, porém, uma sala dentro do colégio. Um lugar chamado, como escrito na plaquinha da porta, “túnel do tempo”. E como um filme, foi possível revisitar as fichas de alunos, as fotos, as agendas, as imagens, as turmas, os professores, as irmãs, os lugares, as salas de aula das décadas de 1950, 1960, 1970, 1980… Um compêndio de histórias de vida que se regulavam em um único local: as escadarias e sala do centenário colégio. Esses registros nos permitiram considerar que a História não tem seu efeito de sentido acerca da memória, ela bate suas estacas na precisão de documentos. O documento inspira, apesar dos seus limites, o fazer historiográfico, contudo, carrega uma pretensão em si, pois a História vai muito além dele. Por perseguir uma universalidade, o documento subjuga a memória. Isso quer dizer que o estatuto próprio da historiografia passa por procedimentos e análises próprias. Posso compreender que, em cada rosto de cada um dos alunos que encerrou este ano letivo de 2021, aqui, conosco, há um reconhecimento de cada um daqueles que por aqui passaram, em um legado subjetivo e grandioso, cujo tempo, documento e história se fizeram presentes e se (re)encontram em sorrisos muito parecidos no túnel do tempo dos 110 anos. Entre esses documentos, há alguns que me chamaram a atenção… Um deles foi um certificado de conclusão ginasial de 1965. Um certificado em que a alegria estampada na foto registra um elemento incomum para retratos 3×4 da época: fotos com sorriso. Isso pode nos dizer muito mais da passagem de Elizabeth pela história do Colégio Sagrado do que o conhecimento que temos hoje da história dessa personagem que aqui representa toda uma geração. Um lugar, um colégio, um tempo em que o sorriso foi capaz de atravessar 56 anos de história e nos atopetar com o êxtase de que a missão, desde então, vem sendo cumprida: significar na vida das pessoas! Cinquenta e seis anos depois, estamos aqui, juntos e comemorando uma passagem de tempo que nos atravessou em orgulho e satisfação por uma conquista verdadeira, um trabalho honesto e um furor pela continuidade. São 110 anos de exemplo e transformação em uma comunidade que não se vê mais sem a presença das irmãs missionárias servas do Espírito Santo, como não se vê mais sem buganvílias no jardim. Tony Charles LabancaProfessor no Colégio Sagrado Coração de Jesus desde 2014.
Trabalho voluntário: compromisso com a práxis de Jesus

Jesus Cristo veio ao mundo para anunciar uma boa-nova aos pobres. Ele veio para ensinar as pessoas que a vida somente ganha real sentido quando estamos dispostos a sair de nós mesmos e olhar à nossa volta, de forma a compreender as necessidades de nosso próximo. Nessa perspectiva, viver a espiritualidade do Evangelho exige de nós um triplo exercício: olhar e compreender o que a realidade nos clama. Não nos basta olhar, pois essa ação se torna vã se não vier somada a uma disposição real de nosso coração de compreender o que é preciso ser feito. O terceiro passo é o agir, ou seja, arregaçar nossas mangas e concretizar aquilo que foi visto e compreendido. Inspirados por esse ensinamento de Jesus, podemos vislumbrar caminhos para concretizar nossa espiritualidade, de forma que se torne vida em nosso dia a dia e não apenas uma reflexão bonita, mas sem uma atitude de compromisso. Ao olharmos nossa realidade, encontramos inúmeras facetas que nos instigam a pensar: o que tem acontecido com nossa sociedade? Por que vemos tanto sofrimento? São tantos os problemas sociais e ambientais que é impossível não nos sentirmos incomodados. A não ser que estejamos com nossos olhos fechados e nossos ouvidos tampados… A pandemia do novo coronavírus eclodiu uma realidade que estava latente, mas que já fazia parte de nossa sociedade há tempos: a pobreza, a miséria, o abandono, a falta de oportunidade, e por aí vai. Hoje vemos estampado nos jornais e noticiários o que já há muito tempo existia em nosso País e no mundo: a fome, o descaso do Poder Público, as injustiças sociais. Em meio a tantas situações de tristeza, podemos encontrar exemplos de inúmeras pessoas que, deixando suas próprias preocupações de lado, conseguem encontrar caminhos para ajudar aqueles menos favorecidos. São homens e mulheres que, voluntariamente, partilham de seu tempo e esforços para colaborar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna, onde haja melhores condições para aqueles que tanto necessitam. O trabalho voluntário ecoa neste contexto como uma luz num túnel cada vez mais escuro e fechado; um túnel marcado pelas desigualdades, mas que, com a ajuda de pessoas de bem, tem se alargado sempre mais. Iluminado pela práxis de Jesus, o trabalho voluntário ganha um sentido mais pleno e profundo: ser a expressão do amor ao próximo, concretizado em ações cotidianas que inspiram e nos fazem acreditar que um mundo novo é possível. Nossa sociedade clama por pessoas que sejam capazes de assumir o compromisso de Jesus: ser anunciadores da Boa-Nova, concretizando, no hoje de nossa existência, o compromisso que assumimos com nosso Deus: o de ser a expressão de seu amor junto aos menos favorecidos. Por esse motivo, em nosso jeito de educar, trazemos para nossas escolas o compromisso de despertar em nossos estudantes o desejo e o compromisso do trabalho voluntário diante de um futuro que pedirá cada vez mais que saiamos de nossas “bolhas”, nosso mundo particular, e vivamos como família humana; afinal, “quem vive para si empobrece seu viver”. Que sejamos capazes de assumir esse compromisso de amor ao próximo, realizando nossas ações voluntárias e inspirando outras pessoas, crianças, jovens e adultos a também eles se comprometerem com essa ação. Somente assim conseguiremos ser anunciadores da Boa-Nova, somente assim concretizaremos o sonho de Deus para nossas vidas. Erica da Silva Carneiro é professora de Ensino Religioso no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-S
III Missão sem Fronteiras: “Daqui só se leva o amor”

Nos dias 25 e 26 de junho, realizamos a terceira edição do projeto Missão sem Fronteiras. Com o tema “Missão sem fronteiras, diversidade e respeito”, o encontro ocorreu por meio da plataforma Zoom e contou com membros dos colégios da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. O evento reuniu cerca de cem participantes, incluindo, jovens, educadores, coordenadores, diretores dos colégios, educadores e as irmãs missionárias do Brasil e da Argentina. O Colégio Stella Matutina, de Juiz de Fora-MG, foi a escola anfitriã desta edição. A abertura foi marcada pela calorosa acolhida da provincial, irmã Maria Percila Vieira, da irmã Maria de Fátima Marques, da equipe gestora do Colégio Stella Matutina e dos coordenadores da Pastoral Missionária. Foi destacada a experiência dos projetos sociais que os colégios realizam com o protagonismo dos alunos. Sob o olhar amoroso de Santo Arnaldo Janssen e da espiritualidade trinitária, a diversidade em harmonia perpassou os momentos de oração e toda a dinâmica do encontro. A professora Virna Braga apresentou uma reflexão sobre “A pobreza na pandemia”, alertando que vivemos numa sociedade estruturalmente desigual, com o crescimento do preconceito e da vulnerabilidade social. A professora Karla Priscilla conduziu uma conversa interativa com o tema “Intolerância em tempos de pandemia nas redes sociais”. O voluntário Bruno, de Juiz de Fora, coroou o momento com o seu testemunho de vida, partilhando sobre o trabalho que realiza com o grupo “Anjos da Rua”. Na conclusão, os desafios foram lançados. Os jovens foram convocados a fazerem a diferença, a ajudar os mais necessitados, a espalharem empatia e solidariedade, com um olhar sem julgamento. Em espírito de gratidão, alguns dos “missionários sem fronteiras” partilham conosco suas impressões do evento. Confira a seguir! “Vou lembrar e levar para a vida toda” Sempre falam que é impossível voltar no tempo, mas eu posso dizer, com toda a certeza, que eu consegui. Poder participar novamente da Missão sem Fronteiras foi uma das melhores coisas que me aconteceram nos últimos tempos. Poder relembrar todas as memórias lá do primeiro encontro, aqui em São Paulo, no Colégio Espírito Santo, e também poder criar tantas outras lembranças. Fiquei muito feliz ao ver que, neste encontro, participaram pessoas que estiveram comigo em 2017 e que compartilharam do mesmo sentimento na época, e agora um sentimento de nostalgia. Em 2021, a missão foi um pouco diferente dos demais anos, de uma forma on-line e com a presença de outras pessoas e escolas, incluindo de fora do Brasil. É isso que é o mais legal desse evento, poder compartilhar histórias, momentos e, no futuro, lembranças, com pessoas que você jamais pensaria que poderia conhecer. Em todas as dinâmicas, conversas nessa missão, você se sentia tão presente no momento, aproveitando cada segundo, que, às vezes, você nem sentia que cada um estava em sua casa. Para mim, este é o intuito do Missão, nos permitir fazer conexões com pessoas de uma forma única, por isso “sem fronteiras”. Agradeço aos professores que me fizeram o convite para participar. E, podem ter certeza, de que esses foram momentos que vou lembrar e levar para a vida toda. Felipe Ingenleuf Joubeir, ex-aluno do Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP “Encorajar e ser encorajado” Missão é um propósito que recebemos assim que ocupamos um lugar no mundo. Para nós, cristãos, esse propósito se torna uma prática que vivenciamos no cotidiano, propagando nossa fé e testemunhando o exemplo de amor deixado por Jesus. Ser missionário então se torna cada vez mais urgente como ideal de vida. O projeto Missão sem Fronteiras é uma oportunidade de experimentar e exercitar nossos sentidos em favor do próximo e de nós mesmos. Encorajar e ser encorajado a participar da comunhão entre realidades distintas e diversas é uma das ações presentes nessa iniciativa. Como educadora missionária, sinto uma gratidão enorme por ter sido convidada e sentir-me escolhida para fazer parte desse grupo que atendeu ao chamado maior em prol da vida humana. Como disse Jesus: “Muitos são os chamados, mas poucos são os escolhidos”. Que possamos realizar muitas e muitas edições da Missão sem Fronteiras com a sensibilidade e o desejo de viver em um mundo mais fraterno e mais humano. Flávia Gino Rodrigues, professora, Colégio Sagrado Coração de Jesus, Belo Horizonte-MG “Fazer o bem” Participar da Missão sem Fronteiras representa um elo significativo ao fortalecer o vínculo e a interação entre os jovens e educadores das escolas que compõem a Rede de Educação. Momentos únicos e valiosos de espiritualidade, reflexão e aprendizado. Foram dois dias de experiência, nos quais o que prevaleceu foi o fazer o bem. Mesmo que de forma remota, estávamos conectados e envolvidos, aprendendo, compartilhando e ensinando. Valores que ficarão para sempre em nossos corações. Roberta Pimentel Aouila, professora de Língua Portuguesa, Colégio Stella Matutina “Súmula da esperança” Fui convidada a participar da III Missão sem Fronteiras, para propor uma reflexão em um momento de espiritualidade. Desde o convite até o primeiro dia de encontro, meu encantamento crescia a cada vez que eu conhecia mais desse incrível projeto. Todas as emoções prévias se desnudam em um sentimento singular, plena admiração diante da grandiosidade do gesto daqueles mais de cem participantes. A espiritualidade esteve presente desde o momento em que a sala foi aberta, e certamente está, ainda agora, nos corações e nas mentes de todos os envolvidos. Ver os jovens dispostos a partilhar e construir um futuro “unidos na diversidade e no respeito” representou, para mim, a súmula da esperança. Teily Ane Teles de Assis, bibliotecária, Colégio Stella Matutina “Momento de união, respeito e amor” Como foi a Missão sem Fronteiras? Fica até difícil colocar em palavras… Foi um momento de união, respeito e amor. Conheci pessoas incríveis, dei risadas, rezei, sorri; até cantar eu cantei. Reforçou ainda mais o quanto temos de ser gratos por tudo e que devemos sempre buscar o lado bom das coisas. Foi presencial? Não. Mas justamente por ser on-line que conseguimos juntar mais de cem pessoas. Conheci gente até da Argentina! Foi legal demais! Vivemos o verdadeiro significado da
III Missão sem Fronteiras reúne escolas da Rede de Educação SSpS

Estamos nos aproximando da III Missão sem Fronteiras, iniciativa promovida pela Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS). Neste ano, a missão ocorrerá remotamente, nos dias 25 e 26 de junho. O colégio anfitrião será o Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG. O tema desta edição é “Unidos na diversidade e no respeito”. O projeto reúne alunos e educadores das escolas da Rede. O objetivo é fortalecer o protagonismo juvenil como agente de transformação e esperança diante de muitas realidades sociais que ficaram ainda mais expostas pela pandemia. Rogelia Aparecida de Rezende, professora de Ensino Religioso no Colégio Stella Matutina, conta que, neste ano, o Missão sem Fronteiras terá também a participação de jovens da Província Brasil Sul e da Argentina. “Isso nos alegra e vai alargando nossos círculos de relações”, diz. Ainda que esta edição seja realizada de forma diferente, a prof.ª Rogelia afirma que o desejo de fazer o bem é o mesmo. As escolas da Rede estão envolvidas e preparando momentos valiosos. Ela relata que os alunos estão ansiosos para vivenciar dois dias de muita partilha e aprendizado. “Preparem-se, pois estaremos juntos e conectados. Viveremos momentos únicos e que ficarão guardados na memória e no coração”, partilha. A primeira edição, em 2017, foi realizada no Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP. A segunda, em 2019, foi no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Belo Horizonte-MG. Para ver a programação e saber mais sobre o III Missão sem Fronteiras, clique aqui e acesse ? Rogelia Aparecida de Rezende, professora de Ensino Religioso no Colégio Stella Matutina, em Juiz de Fora-MG.
Dimensões da sexualidade, diversidade e respeito

A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une Durante o ano de 2021, todas as escolas de nossa Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo terão como tema transversal “A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une”. Esse será o pano de fundo de todas as nossas ações pedagógicas e marca também como reflexão para que toda a nossa comunidade educativa, alunos, educadores e familiares, possa repensar nossas atitudes diante desse mundo tão plural que vivemos e, assim, trabalhemos na construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Além disso, aproveitamos também o mês de maio para conversarmos sobre esse tema. No dia 21, celebramos mundialmente o Dia da Diversidade Cultural para o Diálogo e Desenvolvimento. Falar sobre a diversidade é uma tarefa complexa, já que, aos olhos da Antropologia Teológica, todo ser humano é único e irrepetível diante Deus. Cada um, cada uma é parte de um todo que foi pensado e amado por Deus. Fomos criados à sua imagem e semelhança, e, por isso, chamados a viver no e por amor. Nessa lógica, podemos intuir que a diversidade existe desde que a primeira espécie humana (Homo erectus) surgiu neste planeta, há 2 milhões de anos. De acordo com as mais recentes descobertas, o Homo sapiens conviveu com alguns dos seus antepassados, dando mais ênfase a esse convívio diverso. A diversidade está presente em nosso cotidiano, 24 horas por dia. Está em nossas casas, em nossas escolas, em nossos trabalhos e em nossas igrejas. É de suma importância compreender que nossas diferenças nos ajudam a sermos melhores, nos enriquecem e nos tornam mais capazes de construir um mundo mais solidário. Devemos olhar nossas crianças, e digo as menores mesmo, pois, para elas, não existe preconceito, diferenças… Elas convivem de maneira harmônica em nossas salas de aula. Quem trabalha com a educação infantil pode nos ajudar nessa reflexão, mas, conforme o crescimento e as informações que vão recebendo, ou não, essas diferenças vão se tornando obstáculos quando não são bem elaboradas internamente. Jesus, em sua missão, encontrou diversas pessoas, de variadas etnias, opiniões, jeitos de ser, e sua postura foi única: O AMOR, trazendo com ele a misericórdia e a compaixão que derrubam barreiras e preconceitos. Basta olhar o grupo dos doze apóstolos, composto por uma diversidade de pessoas. Em nenhum momento, incitou a violência, de espécie nenhuma, mas acolheu todos aqueles que dele se aproximavam. Isso posto, vamos pontuar alguns aspectos mais específicos da diversidade que desejamos ressaltar. Ao olharmos nosso entorno ou até mesmo quando vemos dados de pesquisas oficiais, fica claro que nossa sociedade é diversa. Geralmente, tende-se a pensar que o modo como lidamos com a diversidade é um assunto já superado e compreendido pela maior parte da sociedade. Mas, ao nos depararmos com as questões que envolvem a diversidade sexual e as dimensões da sexualidade, ainda há caminhos que geram dúvidas e preconceitos. De início, é preciso entender que a sexualidade vai além do conceito biológico do sexo e atrelado ao processo reprodutivo. Ela é algo particular, estando relacionada ao gênero, à identificação das pessoas dentro das possíveis identidades de gênero, ao envolvimento emocional com outras pessoas e consigo próprias. É também uma questão cultural, já que, por ela, são estabelecidos vínculos afetivos e é pautada em padrões criados por grupos de pessoas e valores construídos em cada sociedade. Por conta de toda essa rede de relações (biológica, sociocultural, afetiva e ética), ela deve ser vista e estudada segundo suas várias dimensões e deve ser respeitada e levada a sério. Para que essa compreensão e respeito sejam colocados em prática, é preciso que alguns termos vinculados a essa temática sejam entendidos. Sempre que nos referimos ao sexo biológico, estamos falando da distinção entre macho e fêmea. Porém não devemos confundir o sexo biológico com a identidade de gênero, que se refere ao gênero com o qual o indivíduo se identifica. Desse modo, ser do sexo masculino é ter cromossomos XY; por outro lado, ser do gênero masculino é identificar-se com esse gênero. Embora sexo e gênero tenham uma forte correlação, nem sempre eles são coincidentes. Dentro desse contexto, uma pessoa cisgênero é aquela cuja identidade de gênero coincide com seu sexo biológico, enquanto uma pessoa transgênero é aquela que sua identidade de gênero não coincide com o sexo biológico. Há ainda as pessoas que não se identificam com nenhum dos dois gêneros ou com os dois. Existe ainda o que chamamos de orientação sexual, que é como se caracteriza o desejo sexual predominante de uma pessoa: se é por pessoa de gênero diferente (heterossexual), igual (homossexual) ou de mais de um gênero (bissexuais ou pansexuais). Muitos outros termos existem dentro desse guarda-chuva, mas esses são os mais populares. A discussão sobre sexualidade se torna cada vez mais importante, uma vez que jovens passam por situações de transtorno psicológico por não se entenderem/aceitarem ou não serem aceitos por outros, além de várias situações de preconceito que ainda são vistas e vividas em um país como o nosso, onde, teoricamente, temos a liberdade para viver a sexualidade do modo que nos convier. Compreender as dimensões da sexualidade é fazer com que ela não faça qualquer pessoa perder seus valores, sua atividade e sua vida. Em janeiro de 2015, o Papa Francisco recebeu Diego Neria Lejárraga, espanhol de 48 anos. Diego, que nasceu mulher, mas sempre se sentiu homem, tinha escrito ao Papa para pedir-lhe apoio diante da rejeição e da incompreensão que sofre por parte de seus conhecidos e até mesmo de religiosos quando vai à igreja, por conta de sua mudança de sexo. Durante seu encontro, perguntou ao Santo Padre se havia lugar para ele na casa de Deus. Como resposta, recebeu um abraço. Ao sair do encontro, Diego disse sentir uma imensa paz. É, portanto, imprescindível que seja parte de nossas atitudes diárias promover o acolhimento a todos a nosso redor, independentemente de suas características físicas, étnicas, culturais, religiosas ou sexuais, e que tenhamos em mente que, dentro da sociedade inclusiva
Atividade didática destaca o valor da mulher

A questão do feminino nos provoca a pensar um mundo mais afetivo e humano. Partilhamos um texto e um poema elaborados pelos alunos Nycolas Daibert Vieira e Kimberly Lopes Galvão César. A atividade foi motivada pelas professoras de Redação, Cristiane Imperador, do Colégio Espírito Santo (São Paulo-SP), e Erika Vullu, do Colégio Stella Matutina (Juiz de Fora-MG). A comemoração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, inspirou o trabalho. Veja as composições a seguir. Para todas as mulheres do mundo O dia 8 de março é uma data internacionalmente especial: é a homenagem às mulheres, que marcam a nossa vida e melhoram os lugares pelos quais passam. Mas, no cotidiano, a situação é diferente. Infelizmente, elas vivenciam vários desafios no trabalho, nas redes ou nas ruas. Todos os dias, milhares de mulheres são assassinadas pelos maridos ou namorados, são expostas, assediadas e estupradas. Neste mundo machista e opressor em que vivemos, normalmente as pessoas dizem que é “mimimi”, falam que é por causa da roupa, do gênero, da sexualidade ou do estilo de ser. Mesmo passando por diversas situações, as mulheres conseguiram seu lugar de fala e de poder na sociedade atual, mostrando que são inteligentes, fortes e mais capacitadas que vários homens por aí. Sabemos que o mundo não é um lugar fácil de se viver, mas, com respeito e solidariedade, podemos construir um lugar mais justo e igualitário, onde mulheres e homens sejam reconhecidos por seus feitos e não julgados por seu gênero. A vocês, mulheres, obrigado por serem tão importantes e estarem presentes nas nossas vidas. O mundo certamente seria um lugar muito pior sem vocês. Nycolas Daibert Vieira (2ª série do ensino médio, Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-MG) A mulher Mulher,você é incrível!Você gera e traz uma vida ao mundo,mas não lhe damos o devido valor. Mulher é um ser sensível:emociona-se,apaixona-se,ama, sente, chora…Há acontecimentos que a machucam,não porque são frágeis, mas porque sentem.Você não é obrigada a nada! Mães, profissionais, esposas, adolescentes, meninas, amigas… Eu sou mulher.Sei que devemos lutar pela nossa felicidadee que, se nossa luta incomoda,estamos no caminho certo. Mulher,você é extraordinária,só precisa conquistar o seu lugar e mostrar o seu valor.Nossa voz é mudança!Merecemos o nosso destaquee está na hora de descobriremque somos iguais. Kimberly Lopes Galvão César (1ª série do ensino médio, Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP)
12 de março: o bibliotecário em tempos de educação remota

O Dia do Bibliotecário é celebrado em 12 de março, em homenagem ao nascimento do primeiro bibliotecário concursado do Brasil, Manuel Bastos Tigre (1882-1957). Mas essa profissão pouco conhecida surgiu há séculos, nos tempos remotos da civilização. E o que é que faz um bibliotecário? Bem, esses profissionais organizam, guardam, identificam os assuntos dos livros e dos documentos, traduzem para o sistema da biblioteca e, mais ainda, permitem que eles estejam acessíveis para todos os que possam se interessar. Legal, né?! Não é só na biblioteca que um bibliotecário trabalha, mas provavelmente esse é seu lugar preferido. Já faz um tempo que o mundo digital não é novidade, mas muitos ainda acreditam que as bibliotecas não acompanharam esse ritmo. Será? Bem, posso garantir que isso não é verdade. É só “dar um Google” para descobrir o tanto de bibliotecas digitais e virtuais que existem mundo afora. Sem falar nos inúmeros recursos digitais e on-line que as bibliotecas presenciais oferecem. No Brasil, por exemplo, temos o Domínio Público, http://www.dominiopublico.gov.br/ uma biblioteca virtual criada pelo Ministério da Educação que conta com mais de 180 mil títulos em diversas mídias, disponíveis para baixar gratuitamente. Já a ONU tem um projeto chamado Biblioteca Digital Mundial, https://www.wdl.org/pt/ que reúne documentos oficiais sobre a cultura de diversos países. Acesse e confira! Em tempos de pandemia Só que veio o novo coronavírus, e o digital e o on-line deixaram de ser exceção. Em muitos casos, viraram regra. Há um ano, espreitávamos o que nunca imaginamos viver: a maior pandemia dos nossos tempos. Deixamos nossas salas de aula e passamos a ocupar os cantos da casa. Nossos celulares e computadores ficaram cheios de atalhos e arquivos ocupando suas memórias. Os professores e colegas passaram a ser vizinhos de tela no Classroom, cada um ocupando, literalmente, seu próprio quadrado. Mas onde fica a biblioteca nessa história toda? É engano nosso pensar que a biblioteca está fechada atrás dos portões dos colégios. Tal qual nossa escola é viva, assim também são nossas bibliotecas. Atravessando muros de concreto e a distância, a biblioteca, em tempos de pandemia, tem nos aproximado no amor e na esperança de um breve e caloroso reencontro. Seja nas “aulas de biblioteca” on-line ou nos eventos remotos abrilhantados por um conto ou poema, o papel dos bibliotecários é presente e, às vezes, quase invisível, mas precioso na biblioteca escolar. O paraíso Desde os anos iniciais, os momentos de “contação” de histórias são repletos de encanto e auxiliam no processo de formação de nossos pequenos estudantes, promovendo a resiliência, ampliando o repertório sociocultural e desenvolvendo a comunicação, para a autonomia das crianças. Em cada ação, esses guardiões dos livros carregam a missão de incentivar o pensamento crítico, a imaginação e a curiosidade, ampliando o gosto pela leitura. Dentro desse ambiente aberto e imaginativo, promovido pelos contos, tudo é possível. Os livros, sejam eles digitais ou físicos, permitem-nos encontros preciosos, arrancam-nos suspiros de medo e curiosidade, transbordam-nos alegria e nos encantam profundamente. Aprendemos muito, nesse último ano, sobre o valor da vida. Percebemos que o que realmente importa, muitas vezes, esteve sempre conosco e não precisamos de muito mais para sermos felizes. O escritor argentino Jorge Luis Borges disse: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”. Parece que ele está certo, não é mesmo? Nem precisamos estar dentro delas para perceber o quanto as bibliotecas são nosso lugar de repouso e alento. Nunca foi um lugar só para aprender e estudar. Em nossas escolas, isso não é novidade. É só observarmos os olhares dos alunos para percebermos que a leitura é a receita que diminui qualquer distância. Teily Ane Teles de AssisBibliotecária escolar no Colégio Stella Matutina, Juiz de Fora-M
A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une

Aos poucos, nossas escolas estão retomando e ganhando vida novamente. Porque escola só tem vida e alegria quando tem gente. Gente com G maiúsculo, aberta às possibilidades e que goste de gente. Por esse motivo, após viver oportunamente, em 2020, o tema “Escola viva, vê, sente e cuida”, em meio a um confinamento involuntário e necessário, nós nos tornamos mais resilientes e resistentes. Agora, abrindo este novo ano, ainda com muitos cuidados e protocolos, apresentamos o novo tema: “A diversidade nos enriquece, e o respeito nos une”. Antes de continuar, pare e pense um instante: o que esse tema provoca em você? A cada ano, inspirados pela Campanha da Fraternidade, os educadores da Rede de Educação, juntamente com as irmãs, participam do processo de elaboração e de escolha do tema transversal. O tema escolhido e lançado no início do ano letivo é responsável por permear e inspirar todas as ações pedagógicas e as vivências em nossas comunidades educativas. Falar em diversidade, respeito e unidade é sempre genial e desafiador. Genial porque diz respeito ao que buscamos como humanidade e pelas conquistas já realizadas. Desafiador por compreender que temos ainda um grande caminho a ser trilhado, em que a educação tem um papel fundamental. É fundamentalmente na escola que, além de pensar este e outros temas, temos a possibilidade de conviver com pessoas tão diferentes da gente, construindo relações harmoniosas e de respeito. Por isso ainda precisamos aprender muito sobre a diversidade. Precisamos entender que muitas são as visões de mundo, não uma única, e que somente com essa compreensão poderemos entender o outro em sua individualidade. Cada cosmovisão tem seu valor. Para isso, precisamos nos colocar em atitude de bons ouvintes e observadores, deixando de lado nossas formas impositivas. Pelo diálogo, conseguimos entender que todos cabem neste mundo, cada qual do seu jeitinho. Não por acaso, quando comecei a pensar e escrever sobre este tema, caiu em minhas mãos o livro Ideias para adiar o fim do mundo, o qual recomendo a você. Segundo Ailton Krenak, vivemos uma lógica atual que “suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas de vida, de existências e de hábitos. Oferece o mesmo cardápio, o mesmo figurino e, se possível, a mesma língua para todo mundo”. Talvez porque estejamos ainda condicionados a uma única ideia de ser humano e a um único tipo de existência possível. Por isso somos convidados a desconstruir essa concepção e fazer novas escolhas. Afinal, “definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós é diferente do outro, como constelação. O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais, significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas diferenças, que deveriam guiar nosso roteiro de vida”. Com essa última ideia do líder indígena Krenak, deixo aberta nossa reflexão para o ano de 2021, convidando você e sua escola para ampliar nosso círculo de reflexão, a fim de contribuir na construção da sociedade que buscamos. Agostinho Travençolo JúniorEducador e coordenador da Dimensão Missionária da Rede de Educação SSpS
Tecendo Relações de Solidariedade

A vida é feita de pessoas que, diariamente, tecem os sinuosos fios, dando sentido à existência humana. A sensibilidade que se traduz em ajuda é um dos sentidos que tornam o dom de viver ainda maior. Gente que se encontra e que, na convivência, vão descobrindo que a generosidade, a solidariedade e a alegria contagiante de fazer o bem às pessoas, por meio de gestos concretos e das mãos que se abrem, fazem toda a diferença e podem mudar tudo. Nesse sentido são os depoimentos de quem entendeu que educação se faz também de atitudes nobres. Por eles, partilhamos um pouquinho do projeto “Tecendo Relações de Solidariedade”, da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo. “No início, nossa preocupação era com as necessidades emocionais, espirituais e sociais de toda a comunidade educativa e que nasce como resposta a uma preocupação sensível e cuidadosa com as pessoas que fazem parte da Rede, e por entender a importância do cuidado emocional, do acolhimento e da espiritualidade que constitui a alma e a razão de ser de nosso carisma. O Projeto foi se desenvolvendo e tecendo diferentes maneiras de ouvir, sentir e cuidar. Esse precioso cuidado, que chegou aos alunos, educadores, familiares por meio de encontros virtuais e ‘webinares’, criou uma grande corrente de solidariedade, amizade e fraternidade. Pensando naqueles que mais precisam, surgiu uma necessidade de ajudar, de fazer mais pelo nosso próximo. Doações variadas, de forma especial, de cestas básicas, contribuíram com muitas famílias e comunidades atendidas pelas obras sociais ligadas à instituição. Estamos conectados e envolvidos diante de um olhar cuidadoso e fraterno.” Luciana Marzullo Araujo, coordenadora missionária do Colégio Stella Matutina – Juiz de Fora-MG ________________________________________________________ “O projeto tem como objetivo despertar, em nossa comunidade educativa (famílias e colaboradores), o olhar do cuidado àqueles que estão em dificuldades ou nelas foram colocados. Assim, para comemorar nosso centenário de uma maneira em que o nosso carisma e missão estivessem visíveis ,realizamos o ‘Drive-Thru Solidário’, em que as famílias e os colaboradores foram convidados a trazer doações de alimentos não perecíveis para a confecção de cestas básicas que serão distribuídas para as famílias dos alunos do Centro Educacional Madre Josefa, obra de nossa Rede e que atende famílias que vivem no Complexo do Alemão. O objetivo foi alcançado! Conseguimos recolher cerca de meia tonelada de alimentos. Agradecemos a todos os familiares e colaboradores que se empenharam na concretização desse projeto. Que essa parceria família-escola continue dando muitos frutos!” Alexandre Britto, coordenador missionário, Colégio Imaculado Coração de Maria – Rio de Janeiro-RJ ________________________________________________________ “A situação que vivemos, no contexto da pandemia, tem nos ensinado a ressignificar nossas relações, sejam elas com nosso corpo, com nossas responsabilidades, com o mundo em que vivemos e também com nosso semelhante. Poder ajudar as famílias do Centro do Imigrante, por meio do projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’, tem sido uma experiência incrível. Saber que, de alguma forma, um pequeno gesto solidário que está a meu alcance poderá significar um suspiro aliviado e provisão para os próximos dias de uma família é encontrar, dentro de toda a instabilidade do momento em que vivemos, sentido para a vida. É uma alegria caminhar com pessoas que assumem a responsabilidade de entender o papel da educação na intervenção social. O sentimento é de gratidão por conhecer tantas pessoas boas que têm se mobilizado, em um exercício de empatia, para cuidar e servir.” Beatriz Von Laspera Carelli, professora da educação infantil, Colégio Espírito Santo – São Paulo-SP ________________________________________________________ “Empatia, compaixão e solidariedade. Esses são alguns sentimentos que o projeto ‘Tecendo Relações de Solidariedade’ me trouxe neste momento. Mostrou-me o que é ser uma verdadeira cristã e uma cidadã consciente. A pandemia fez com que muitas pessoas parassem e olhassem o próximo. Mas esse olhar vai além do enxergar; estamos sentindo. Um projeto tão lindo, com o qual fui surpreendida por tanto amor e preocupação de tanta gente! E fazer parte disso tudo é colocar em prática valores que não ficam só na teoria. Agradeço a meus colegas Agostinho, Beatriz e Kelly, que compartilham dos mesmos sentimentos e ideias! Gratidão sempre!” Luciana Basile Mendonça Lima, professora do ensino fundamental 1, Colégio Espírito Santo, São Paulo-SP ________________________________________________________ “O que dizer sobre projetos sociais? A gente vê muito por aí sobre trabalhos lindos que envolvem a generosidade e o amor das pessoas em ajudar o próximo ou aquele que nem conhece. Sempre achei lindo, mas nunca tive uma atitude eficaz para me envolver a fundo com esse tipo de ‘trabalho’/‘ação’. Contudo hoje tudo mudou. Acredito que essa pandemia veio nos ensinar muita coisa e nos ajudar a sermos seres humanos melhores, com um olhar mais humanizado e generoso para o outro. A palavra do momento é ‘empatia’, portanto vamos usá-la com todo o significado que ela tem. Fazer parte de um projeto social tem um gostinho diferente. Estou imensamente feliz em participar ativamente. Tem sido mágico, impactante e extremamente importante colaborar com esse tipo de ação, em especial, colaborar com o projeto ‘Tecendo Relações’. Se antes eu já tinha a preocupação em me tornar um ser humano melhor, um ser humano responsável e ajudar o próximo, hoje isso está inserido em minha rotina, enfim em minha vida. Conectar-me com as pessoas para ajudar outras pessoas, ir em busca de descontos, faz-me sentir viva, forte. Sim, eu posso ajudar! Sim, eu quero ajudar! Agradeço imensamente por fazer parte deste projeto lindo. Poder ajudar as pessoas me faz um bem enorme, um bem à alma… Muito obrigada!” Kelly Silva Brandão, coordenadora de Segmento da Ed. Infantil e 1º ano ________________________________________________________ São palavras como as que acabamos de ler que nos ajudam a entender, cada vez mais, que a partilha é um caminho urgente, possível e transformador. Motivar e participar de projetos como o “Tecendo Relações”, tendo a possibilidade de fazer o bem neste momento da história, nos faz felizes e ajuda a pensar sobre nossa missão aqui. Afinal, ajudar as pessoas a encontrar suporte nos momentos de necessidade nos ajuda a entender que estamos
Mês do Livro na Rede de Educação

Abril é o mês do livro! Várias datas são dedicadas a ele. Por que um mês reservado para celebrar o principal instrumento de multiplicação do conhecimento? Além de homenagear os escritores e suas obras, todas as datas comemoradas reforçam a conscientização sobre a importância do livro. As celebrações iniciam com o Dia Internacional do Livro Infantil, em 2 de abril. Já 18 de abril foi nomeado o Dia Nacional do Livro Infantil. Existe um motivo especial para isso. Foi nessa data, no ano de 1882, que nasceu Monteiro Lobato, um dos maiores escritores brasileiros, responsável por criar e dar vida a personagens que marcaram a infância de diversas gerações, como a Narizinho, Emília, Visconde de Sabugosa, Tia Anastácia e Dona Benta. O Dia Mundial do Livro é comemorado em 23 de abril. Nessa mesma data, celebramos o Dia de São Jorge, que tem grande relação com os livros. Além disso, foi nesse dia que morreram dois dos maiores escritores da literatura mundial: William Shakespeare e Miguel de Cervantes, que, coincidentemente, faleceram na mesma data, em 1616. Esses são os motivos da escolha do dia 23 de abril para celebrar o livro. Nos quatro colégios e nos três centros educacionais da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo, várias atividades, realizadas ao longo do mês, marcam as comemorações. Mostras e semanas literárias, feira de livros, bate-papo com autores, “contação” de histórias são somente algumas das atividades que agitaram todas as escolas da Rede neste mês. O foco de todas elas é mostrar a importância do livro no projeto pedagógico, mas, acima de tudo, reforçar o quanto ele é necessário para trazer novos conhecimentos, inclusive nas horas de lazer. Na agenda escolar de 2019, a cada mês, um vídeo, sempre narrado por alunos, apresenta um tema relacionado àquele período do ano. Para abril, escolhemos contar curiosidades e ressaltar a importância dos livros em nossas vidas. Esse e outros estão disponíveis no canal do Youtube da Rede, que pode ser acessado pelo endereço bit.ly/rededeeducacao Ir. Maria de Fátima Marques, SSpS Diretora-presidente da Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo