Centro Missionário abre novos cursos

A formação missionária e pastoral dos leigos e leigas é uma das prioridades do Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP. A instituição está abrindo inscrições para quatro novos cursos, todos marcados para começar em 2020. As formações são direcionadas a catequistas, lideranças paroquiais e de comunidades, agentes de pastoral em geral, mas também a educadores e católicos em geral que desejam aprofundar na fé e nos conhecimentos bíblicos. A duração é de quatro meses, de 5 de março a 2 de julho, às quintas-feiras, das 19h30min às 21h30min, no Centro Missionário. Além de professores muito capacitados, o ambiente do curso é agradável, com salas confortáveis e bem equipadas, rodeadas de varandas e de jardim, uma vez que o Centro Missionário funciona dentro do Convento Santíssima Trindade. Conheça o local… Outra conveniência é a facilidade de acesso ao local. Diversas linhas de ônibus param bem em frente, e a estação Borba Gato, da Linha Lilás do Metrô, fica a apenas sete minutos a pé. Conheça os cursos VAGAS ESGOTADAS – O Curso Perdão e Reconciliação é teórico e vivencial, com dinâmicas que ajudam a lidar com os conflitos em família, nas comunidades ou outros, buscando caminhos de superação e de melhoria dos relacionamentos e alívio do sofrimento. Ver mais… O Curso Bíblico abordará as cartas de São Paulo, revelando sobre a vida do apóstolo e das primeiras comunidades cristãs. Será um mergulho no tempo e uma oportunidade de conhecer o pensamento paulino e a teologia presente nos escritos daquele que é uma das colunas da Igreja. Ver mais… VAGAS ESGOTADAS – Para as pessoas que têm dificuldade de falar em público, o Curso Como Falar em Público oferece a oportunidade de não apenas treinar práticas de retórica e oratória, mas também de conhecer e trabalhar os próprios bloqueios e dificuldades, melhorando a comunicação e a habilidade de falar em público. Ver mais… Para quem trabalha na catequese, pastoral do batismo, crisma e outras pastorais, o Curso de Formação para Catequistas dará a preparação necessária para trabalhar tanto os conteúdos como a didática. É ideal também para quem deseja estar a serviço da evangelização em diferentes situações. Ver mais… Os interessados poderão se inscrever a partir de agora, garantindo sua vaga. O cadastro pode ser feito on-line, acessando o link, pelo WhatsApp (11 98550-0227) ou no próprio local do curso. O endereço é Rua São Benedito, 2146 – Santo Amaro, São Paulo-SP.

Bibliodrama: uma experiência de vida 

Durante o ano de 2019, o grupo de coordenadores missionários da Rede de Educação, de missionários leigos de Deus Uno e Trino e das irmãs missionárias servas do Espírito Santo se reuniu no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, para o Curso de Bibliodrama. A formação foi ministrada por irmão Paolo de Lucca, SVD; irmã Maria de Fátima Marques, SSpS; irmã Heloíse Matos, SSpS; e Agostinho Travençolo Júnior, coordenador missionário. O encontro de encerramento foi no fim de semana, entre 29 de novembro e 1º de dezembro. A temática envolveu sonho e missão que perpassam o encontro com a Palavra. Foram dias de crescimento pessoal, vivência em grupo e aprofundamento da fé. A cada encontro, tive a oportunidade de trazer a Bíblia para a centralidade de minha vida, de maneira única, diferente de todas as outras, levada por minhas intuições, emoções, revelando que Deus comunica-se comigo e que o Espírito está em ação, pela escuta, pela transformação. Nem sempre, nos encontros de bibliodrama, foi possível nomear as emoções, mas foi possível vivenciá-las e promover um encontro comigo mesma e com o outro. Tive, em muitos momentos, oportunidade de escutar, ouvir com atenção, ser ouvida, perguntar, responder, compreender a dor do outro que, muitas vezes, era a minha também e não a percebia… Pela dança, um dos elementos do bibliodrama, tive a chance de vivenciar maior interação com o grupo e de deixar pulsar no coração sentimentos vividos na experiência da Palavra. Neste último encontro, fizemos a experiência do bibliodrama completo: estruturação do texto, leituras, esculturas, gestos, “bibliolog”, entrevistas, entre outros. Estes me fizeram crer que é bom olhar para dentro de mim e contar minha história, relembrar meu caminho, percebendo que Jesus me fala também por meio de outras pessoas. Um fim de semana rico de novas experiências que contribuíram para minha própria história e para minha prática como educadora. Um curso que me fez ressignificar o valor das pequenas coisas: sentar-me à mesa com a família, escutar com paciência meus filhos, alunos, amigos, viver intensamente cada momento, descobrir o que há de especial em cada pessoa sem me prender a aparências e rótulos, perdoar para ter a capacidade de amar intensamente e agradecer sempre. _ “Se eu quiser falar com Deus tenho que me aventurar Eu tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar tenho que dizer adeus dar as costas, caminhar“ (Gilberto Gil, “Se eu quiser falar com Deus”) Luciana Marzullo Araujo, coordenadora da Pastoral Missionária no Colégio Stella Matutina, pedagoga e cientista das religiões. ________

Curso de Teologia celebra primeira formatura

A primeira turma de Formação Teológica e Missionária para Leigos recebeu o certificado de conclusão após três anos de estudos. O grupo de 70 formandos com seus familiares e amigos, alunos, professores e membros da equipe expressaram muita alegria e gratidão por todo o processo vivenciado, especialmente a convivência, os conhecimentos adquiridos e o compromisso com a missão. A formanda Joselene Maria Rosa Marinho participa da Pastoral da Saúde, é ministra extraordinária da comunhão eucarística e membro do Apostolado da Oração. Para ela, o curso ajudou a aprofundar o amor incondicional do Pai, que precisa ser partilhado com os “irmãos deste mundo”. “As disciplinas foram excelentes porque abriram nossa mente para um conhecimento maior da Palavra de Deus”, acrescenta. “O curso, para mim, foi um oásis, aprendizagem, conhecimento, crescimento, foi um desamarrar de ideias”, afirmou Márcia Bozza Gomez. Formada em Filosofia, sempre atuou na educação e pretende empregar os novos conhecimentos em sua ação pastoral na paróquia, nas visitas que realiza há dez anos na Santa Casa de Santo Amaro, no trabalho de meditação com os funcionários no Regional Sul e também na Pastoral da Escuta, que, segundo ela, é o mais difícil. Carlos Eduardo Guenka coordena, junto com a esposa, a Pastoral Familiar da Diocese de Santo Amaro e trabalha em conexão com várias outras pastorais. Para ele, o curso lhe abriu os olhos para várias questões, além da oportunidade de conhecer mais a fé e “sair da posição de espectador para a de entender melhor a Teologia que alinha fé e razão”. Ele está confiante que o curso vai ajuda-los na formação espiritual das famílias, especialmente as divididas ou em segunda união, além dos noivos. “O conhecimento do curso, com certeza, nos fará multiplicadores de temas importantes para o cristão”, completa. A criação do curso é fruto da parceria da Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo com a Diocese de Santo Amaro, em São Paulo-SP. Em 2016, apresentaram ao bispo a proposta de um trabalho conjunto visando à formação missionária de leigos e leigas no espaço do Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, localizado na Diocese. Segundo a Ir. Ana Elídia C. Neves, uma das idealizadoras e membro da equipe de coordenação, o bispo de Santo Amaro, Dom José Negri, acolheu a proposta das irmãs e indicou o Pe. Francisco das Chagas para representar a Diocese na viabilização do projeto. Padre Oswair Cavalheiro, coordenador do Comidi (Comissão Missionária Diocesana), logo aderiu e, com a participação de um grupo muito dedicado de leigos e leigas, formaram uma equipe para pensar e organizar o curso. Percebendo a necessidade de um curso de Teologia para os agentes de pastoral, a equipe de voluntários se reuniu inúmeras vezes para planejar a formação, que teve início em março de 2017. Padre Oswair comenta que foi a oração, a reflexão e a busca da vontade de Deus que fortaleceram a equipe para assumir tal desafio. Padre Chagas acrescenta que outro elemento fundamental foi o relacionamento fraterno e a amizade que se construiu no grupo. Os professores foram escolhidos em vista da qualidade do conteúdo e de uma comunicação acessível às pessoas que vinham das paróquias, com diferentes níveis de escolaridade. O bom acolhimento, desde o início, estava entre os objetivos do curso e se manifestou na presença da equipe, no lanche, no ambiente e no carinho com que todos os alunos sempre foram recebidos. O curso começou com duas salas, e o número de inscrições superou a expectativa dos organizadores. Atualmente ocupa cinco salas, com um total aproximado de 200 alunos. Com a formatura, já estão abertas as inscrições para duas novas turmas para março de 2020. As aulas são realizadas sempre às terças-feiras, das 19h30min às 21h30min. A partir do próximo ano, o Centro Missionário também oferecerá cursos mais curtos, de apenas um semestre, para a formação de catequistas, e outros, como Bíblia, como falar em público e sobre perdão e reconciliação. Para mais informações e inscrições clique abaixo.

Participação e solidariedade marcam assembleia

Todos os anos, as missionárias servas do Espírito Santo se reúnem em assembleia para aprofundar o ser missionário, partilhar e avaliar como estão vivendo a missão e crescer no benquerer e na comunhão. Neste ano, de 14 a 17 de novembro, elas se reuniram no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, com essa finalidade. Encontraram-se as irmãs das comunidades do Tocantins, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, num total de 59 participantes presenciais. As que não podiam viajar se uniram às outras pela oração. A Parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37) perpassou todas as atividades e serviu de inspiração para as principais decisões da assembleia. O primeiro dia foi dedicado à formação, convivência e aprofundamento do texto bíblico. Marcou a jornada a celebração eucarística presidida pelo padre Lucas Herkt, missionário do Verbo Divino. Para enriquecer a reflexão do Evangelho, as irmãs Maria de Fátima Marques e Heloise Matos, com o coordenador da Dimensão Missionária, Agostinho Travençolo, utilizaram dinâmicas de bibliodrama. Uma das irmãs representou o homem da parábola, agredido por bandidos. Todas foram convidadas a fazer a experiência de estar no lugar do sacerdote que viu o sofredor e não fez nada, do levita, que também passou adiante, e do samaritano que cuidou do homem ferido. Depois, em grupos, refletiram sobre a atitude do personagem escolhido, confrontando com a própria vida. Depois, no ato penitencial, cada grupo apresentou seu pedido de perdão. À tarde, foi a liturgia eucarística. Em grupos, as irmãs prepararam as ofertas, refletindo sobre o amor que leva à solidariedade. Cada grupo esculpiu ou desenhou na areia o que queria ofertar e depois partilhou com a assembleia. Padre Lucas deu prosseguimento com o rito eucarístico. Tudo está interligado No momento da ação de graças, a assembleia expressou sua busca por alargar o círculo da comunhão com Deus, com a criação, com os marginalizados e excluídos, com os outros povos e culturas, e também entre as próprias irmãs. Para isso cantaram a música “Tudo está interligado”, composta pelo Pe. Cireneu Kuhn, inspirada na encíclica Laudato Si’. Com fitas coloridas, vivenciaram a união entre todas. Nos três dias seguintes, a assembleia seguiu a metodologia do “ver, julgar e agir”. Para o “ver”, foram apresentados os relatórios das entidades religiosa, educacional e social: Instituto Trinitas, SEB e Redes. Também as equipes de Espiritualidade, Missionários Leigos de Deus Uno e Trino, Animação Vocacional, Comunicação e Centro Missionário partilharam o que estão fazendo. Migrantes e indígenas Um destaque foi a participação de alguns leigos e leigas que fazem parte da missão. O Centro de Integração dos Migrantes relatou a abrangência do trabalho realizado e a necessidade de um espaço maior e mais adequado para o acolhimento das crianças. As irmãs que trabalham com o povo xerente, no Tocantins, expuseram os desafios que enfrentam. Também cada uma das comunidades partilhou como está vivendo a comunhão, suas atividades missionárias e perspectivas de futuro. Para o julgar, as irmãs se reuniram em grupos. Com base no estudo que fizeram nas comunidades, sobre justiça socioambiental e Psicologia na vida religiosa, destacaram a importância do cuidado com o meio ambiente, a solidariedade com os pobres e a busca de políticas públicas que respeitem a dignidade humana. Refletiram ainda sobre as atitudes que ajudam a crescer na comunhão, como o perdão, a justiça, a liberdade, o amor, o relacionamento, o desapego e a gratidão. Outro tema foi o discernimento comunitário em preparação à eleição da delegada que participará, junto com a coordenadora provincial, Ir. Maria Percila Vieira, do 15º Capítulo-Geral da Congregação, marcado para o próximo ano, na Holanda. Irmã Maria de Fátima Marques foi eleita a delegada. Irmã Maria Percila Vieira avalia: “Crescemos na comunhão entre nós, no benquerer, no respeito e, como somos de diferentes países, também na interculturalidade. Experimentamos que é possível conviver e respeitar o diferente”. Destacou que procuram fazer a diferença nos locais onde estão e viver seu ser missionário hoje, na realidade de Brasil. “Crescemos na solidariedade e estamos mais abertas aos excluídos e descartados pela sociedade. Junto com outras congregações, apoiando os grupos que precisam mais”, afirma Ir. Maria Percila. Segundo a coordenadora, ficou bem clara na assembleia a solidariedade com projetos concretos, especialmente com os migrantes e com os indígenas. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) ________

Presença missionária em Papua-Nova Guiné

Papua-Nova Guiné, país da Oceania, é um mundo desconhecido para a maioria dos brasileiros, mas foi um dos primeiros campos de missão das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS). Elas estão lá desde 1899. Com uma cultura riquíssima, o país tem três idiomas oficiais e mais de 800 línguas indígenas locais, para se ter uma ideia da variedade de grupos nativos. A população enfrenta problemas sociais, como pobreza, violência, mortalidade infantil, falta de acesso à educação, entre outros. Por isso, além do trabalho pastoral e de anúncio do Evangelho que as irmãs realizam, elas também atuam nas áreas em que há maior necessidade, como escolas, hospitais, maternidades, clínicas itinerantes, atendimento a pessoas com HIV/Aids, promoção da mulher, projetos de desenvolvimento social e de formação nas aldeias. A presença das irmãs em Papua-Nova Guiné motivou os alunos do 2º ano do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, a produzirem uma peça de teatro sobre a realidade daquele país e encená-la durante a II Semana Sem Fronteiras, realizada no início de outubro. Dada a qualidade do trabalho, os alunos foram convidados para se apresentarem no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, para o encerramento do Mês Missionário Extraordinário. Encerramento do Mês Missionário No dia do aniversário de nascimento de Santo Arnaldo Janssen, 5 de novembro, o Centro Missionário promoveu um evento para encerrar o Mês Missionário Extraordinário. Estiveram presentes os alunos do Curso de Formação Teológica e Missionária, as irmãs da Comunidade do Convento Santíssima Trindade e Santana, e o grupo de alunos do Colégio Espírito Santo, acompanhados dos professores, para assistir ao teatro sobre Papua-Nova Guiné. A peça, toda montada pelos alunos, apresentou uma jovem que, ao chegar em casa, liga a televisão e assiste a diferentes gêneros de programação, todos sobre Papua-Nova Guiné. Os alunos encenam os programas, mostram danças típicas e incluem documentários, entrevistas e até o depoimento em vídeo de uma missionária brasileira, Ir. Lourdes Hummes, que trabalhou 18 anos naquele país. Depois de uma hora de apresentação, uma terra até então longínqua e desconhecida passou a fazer parte do coração dos que assistiram à peça. Souberam do drama que as mulheres enfrentam, uma vez que, por causa da cultura machista, são vítimas constantes de violência doméstica, estupro e outros crimes. Somente há poucos anos, o país adotou uma legislação que as protege, mas mudanças culturais são lentas, e os homens continuam violentos. Mas o público também viu a beleza de sua natureza, de suas danças e de seus povos. É um país exótico, cheio de mistérios e com muitos desafios. Os 120 anos de presença missionária naquele país certamente estão contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, educação, saúde e a oportunidade de conhecer os valores do Evangelho. Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpSJornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN) _______

Abertura do Mês Missionário Extraordinário

No dia 1º de outubro, junto com toda a Igreja, demos início ao Mês Missionário Extraordinário. No Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, em São Paulo-SP, os alunos do Curso de Teologia para Leigos e as irmãs da comunidade fizeram uma breve, mas significativa celebração de abertura, a fim de marcar este importante período. As cinco turmas do curso se concentraram na entrada do Convento e, cantando, caminharam para a varanda do Centro Missionário. Eles levaram alguns símbolos: a bandeira com a frase “Batizados e enviados”, a Cruz Missionária, a Bíblia, o globo e a vela. Alunos e irmãs se distribuíram na varanda, enquanto membros da equipe do curso com as pessoas que levavam os símbolos ficaram no jardim, bem ao centro, de modo que todos podiam vê-los. Os padres Oswair Cavalheiro, coordenador da Comissão Missionária Diocesana de Santo Amaro (Comidi), e Francisco das Chagas, ambos da equipe de coordenação do curso, fizeram uma breve introdução sobre a importância do Mês Missionário. Eles lembraram Santa Terezinha e São Francisco Xavier, padroeiros das missões. Os presbíteros também convidaram todos a rezarem juntos a oração do Mês Missionário. A celebração foi uma surpresa para os alunos que, já na entrada, foram recepcionados na porta da capela com um banner sobre o Sínodo da Amazônia e um arranjo com os símbolos missionários. Após a oração, todos foram para suas respectivas salas, para dar continuidade às aulas de Bíblia, Mariologia, Sacramentos, Cristologia, Teologia Moral e Doutrina Social da Igreja. O curso está com aproximadamente 200 alunos. A primeira turma já está preparando a formatura, marcada para dezembro, após três anos de estudos nas terças-feiras à noite. Um dos alunos, Sérgio Mauro Antunes, disse que a celebração de abertura do Mês Missionário Extraordinário no Curso de Teologia motivou a responder ao pedido do Papa Francisco, de sempre seguirmos as palavras de Jesus: “Ide e fazei discípulos todos os povos”. Entusiasmado, Sérgio afirmou: “Devemos ser multiplicadores da palavra de Jesus, da Boa-Nova, espalhando e distribuindo sempre o seu amor. E a celebração antes da aula fez nos lembrar exatamente disso”.

Compreender a presença de Deus na História

“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42). A renovação de nossa fé e de nossa espiritualidade está no caminho das fontes que as alimentam e saciam e, ao mesmo tempo, com que ardor fazemos este caminho. “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7,37). Há dois anos, quando iniciei a minha participação no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, logo percebi a vontade de todos os participantes do Curso de Teologia em ampliar os conhecimentos bíblico-teológicos, em compreender mais profundamente o significado da presença de Deus na história da humanidade e da humanidade na vida de Deus. Assumi as áreas de Cristologia e Eclesiologia, tendo muito claro que o mais importante era assegurar, desde o início, a linha teológico-pastoral, tendo em vista a presença missionária e pastoral das leigas e leigos na Diocese de Santo Amaro, como serviço a toda a Igreja. Qual seria, então, a melhor metodologia e que estratégias utilizar para adquirir e também construir ferramentas pedagógicas com os participantes do curso? Em relação à Cristologia e Eclesiologia, a ótica utilizada vem de um método simples, constituído de três questões fundamentais: o que queremos? Que caminho devemos fazer? Aonde queremos chegar e, ou, que resultado esperamos? O foco dos trabalhos, dos estudos, das aulas, desde o início, está na construção e manejo de instrumentais, chaves de leitura bíblica, a fim de que sejam facilitadores do abrir novas portas e janelas do conhecimento da Sagrada Escritura, dos Evangelhos, da pessoa de Jesus (seus ditos e feitos), do significado do Reino de Deus na história da humanidade. Esse tem sido o desafio desde as primeiras horas do curso: o caminho sagrado da fé e da vida. E, para isso, é necessário descalçar as sandálias antigas e calçar o projeto de Jesus, aprofundando os conhecimentos para uma melhor compreensão do significado de sua missão no plano de salvação de Deus. Em alguns momentos, é preciso “dar um mergulho” nas raízes da própria experiência de fé e deixar-se provocar, pois o Senhor nos provoca (chama em favor de) e nos envia. O que esperamos e desejamos é que, em sua ação missionária, todos os participantes do curso sejam um sinal vivo da presença do Reino de Deus em suas comunidades: por sua fé, ação e testemunho. E a todos nós, hoje, Ele nos chama e nos envia a semear novas sementes de vida, da Palavra, do diálogo, das ações de justiça, da ética, da comunhão, na unidade e no amor, como um novo modo de ser Igreja, vinho novo (Mt 9,14), celebrando a fé, a unidade, a partilha, as pequenas vitórias, enfim, a vida. Vem e vê! (Jo 1,46) Mariano Gaioski é teólogo e professor com especialização em História e Educação. Tem ampla experiência pastoral e social com adultos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Mais informações sobre: Política de Privacidade